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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ANJOS GUARDIÃES

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

* * * * * * *

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo.
Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Divaldo Pereira Franco - Momentos Enriquecedores
ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis - 1994.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

AUXÍLIO MÚTUO

O galardão das boas obras é tê-las feito. Por isso, não pode haver melhor prêmio."
Sêneca
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Auxílio Mútuo

Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos,

ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar

gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao

sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço: Não perderei tempo!

A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou: Amigo, salvemos o pequenino.

É nosso irmão em humanidade.

Não posso - disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente.

Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade.

Precisamos chegar a aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para

adiante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido,

demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito,

e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando

o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado

que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido

na frente.

Somente no dia imediato, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante

encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu

a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com

que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança

que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida,
salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado,

ajudara a si mesmo.

Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços

do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

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As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem perante o Pai Supremo

são as suas próprias obras.

Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.

O coração que amparamos constitui-se agora ou mais tarde, em recurso a nosso

favor.

Ninguém duvide!

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que

coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos.

Esta é a Lei Divina.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Jesus no Lar",
cap. Auxílio mútuo.

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domingo, 24 de agosto de 2008

PODER da FÉ

Poder da Fé
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1 – E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).

2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.

3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas

A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.

5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Luz Segue Sempre

A LUZ SEGUE SEMPRE

"E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram."
(LUCAS, 24:11.)
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A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesma nos tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens manifesta suas gloriosas mensagens.

As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre, sempre encontraram sucessores.

Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a levantar para a averiguação da verdade.

Em todos os tempos, os transmissores de notícias de além-túmulo peregrinaram na Terra, quanto hoje.

As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o valioso concurso que se lhes oferecia.

Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras exceções, foram categorizados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são tidos por dementes, visionários e feiticeiros.

É que a maioria dos companheiros de jornada humana vivem agarrados aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario.

Entregues ao efêmero, não crêem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos.


Fonte: LIVRO: "Vinha de Luz"
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 5 de julho de 2008

A obrigação de cumprir leis

Não existe lei ou ordenação para mim. ó amigo! Assim sendo, como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam? Eu sou, por natureza, a Liberdade Eterna além de todos os males.
(Avadhut Gita – capítulo 4 – versículo 14).

Paulo nos disse que é a lei que cria o pecado, o "errado", a derrota. Ao falar desse jeito, ele também disse que ela cria o "certo", a forma como as coisas devem ser feitas.

Ainda sobre leis, encontramos agora um mestre do monismo que nos fala que o espírito que se reconhece como ser universal não deve se subordinar às leis sejam elas planetárias, nacionais, locais ou pessoais.

Juntando as duas informações compreendemos o final deste ensinamento: "como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam?" Este ensinamento é Real, pois quem não se subordina a nenhuma lei não ganha nada (nunca está "certo"), mas também não perde (nunca está "errado"). Além disso, não vaga pelo mundo como um ser humano, pois está sempre presente conscientemente nele mesmo como elemento universal e em Deus.

É exatamente por isso que o mestre pode dizer que ele é, por natureza, a Liberdade Eterna, que está além de todos os males. Ele é livre dos códigos que geram o benefício e a derrota, pois já tem tudo o que qualquer ser do Universo pode ter: a consciência sobre o seu "eu" espiritual e a presença de Deus ao seu lado...

As leis universais

Vamos falar primeiro das regras de conduta cósmicas e morais espirituais. Depois falo das leis da matéria...

Qual o objetivo da existência de um espírito? Elevar-se. Para isso precisa "limpar-se" da sua sujeira (desacreditar nas ilusões criadas pelo ego) e retornar à consciência da unidade com Deus.

Realmente, a primeira vista e baseado nos ensinamentos religiosos disponíveis no orbe planetário, poderíamos dizer que buscar a elevação espiritual é uma lei universal, ou seja, todo espírito deve fazê-la. Mas, será que esta lei é universal, ou seja, será que ela existe na Realidade. Vejamos...

Como está ensinado em "O Livro dos Espíritos" buscar a elevação espiritual não pode ser considerada uma lei, pois Deus concede ao espírito o livre arbítrio de realizar ou não a sua reforma íntima. O progresso espiritual é uma conquista realizada por decisão de foro íntimo e não uma obrigação imposta pelo Senhor do Universo.

Se o espírito quiser viver preso à ilusão do maya – não vou falar eternamente, pois nada é para sempre – mas por muito "tempo", Deus não agirá contra. Na verdade Ele não pode interferir na decisão que o espírito toma. O máximo que pode fazer é "organizar a casa" (gerar pela Causa Primária as devidas ações carmáticas) para que o equilíbrio universal não se afete por causa disso.

Portanto, não se pode dizer que a elevação espiritual seja uma lei universal, tendo em vista que qualquer dispositivo legal tem por finalidade precípua gerar a obrigação de que algo seja feito e outras coisas não sejam mais realizadas.

Vamos pensar, então, em outra lei para vermos se somos obrigados a cumpri-la? Para facilitar nosso trabalho, lembremo-nos que Cristo resumiu todas as leis universais em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Por isso, analisemos se a este código devemos subordinação.

Não importa qual seja a lei, a resposta para nossa análise estará sempre no conhecimento do livre arbítrio. O que é o livre arbítrio? Uma livre opção de fazer ou não alguma coisa; o direito de optar pelo que se quer fazer.

Quem nos concede esta livre opção? Deus. Sendo assim, posso dizer que Deus lhe deu o direito de fazer o que quiser, inclusive de não amar...

Sim, Deus lhe deu o direito de não amar. Se você não quiser, não é obrigado a amar o próximo: isso só acontecerá se for fruto de uma livre escolha. Se você não quiser, não é obrigado a amar a Deus sobre todas as coisas. Para colocar em prática este ensinamento terá que fazer uma opção.

Sendo assim, o que Cristo ensinou não pode ser considerado como uma lei à qual o ser humanizado é obrigado a se subordinar. Isso acontece porque toda lei, para poder ser considerada como tal, gera obrigações.

Para que um texto tenha um cunho legal é preciso que ele obrigue a que determinada coisa seja feita. Um código de lei não pode ser escrito da seguinte forma: "se você quiser faça assim..." Ele precisa dizer o que deve e pode ou não deve e não pode ser feito. Ou seja, ele precisa ser taxativo: "faça isso"; "não faça aquilo".

Portanto, se até o ensinamento que resume todas as leis (o de Cristo que manda amar a tudo e a todos) não pode ser interpretado como um código legal, que lei existe no Universo que precisa ser cumprida obrigatoriamente? Nenhuma...

Saiba: no Universo não existem leis às quais você precise se subordinar. O que existe são apenas caminhos sugeridos por Deus através de mestres para aqueles que, de posse do seu livre arbítrio, optarem por seguí-los. Os ensinamentos dos mestres não geram leis que precisem ser seguidas obrigatoriamente, mas expõe caminhos para que o ser universal opte por um por outro.

Opa... Ia me esquecendo... Existe uma lei universal sim: a lei do carma ou o código normativo que diz que cada um recebe de acordo com as suas obras, de acordo com a ação do seu livre arbítrio... Mas, nem mesmo este, não podemos chamar de lei.

O que é conhecido no planeta Terra como "lei do carma", na verdade não pode ser considerado gerador de uma obrigação – a obrigação de dar a quem fez o resultado do que ele fez. Isso porque o efeito gerado por uma causa não surge de uma obrigação, mas trata-se de uma conseqüência natural da Justiça Suprema e do Amor Sublime de Deus.

O Pai não aplica a conseqüência a uma causa porque é obrigado a isso, mas sim porque tem a consciência Justa. Além do mais, Ele não faz para penalizar a quem quer que seja, mas sim para proporcionar uma nova oportunidade para o espírito, utilizando-se do seu livre arbítrio, realizar a reforma íntima e assim alcançar a elevação espiritual.

Sendo assim, a famosa "lei do carma" não é uma lei, pois não gera obrigações a Deus. O Pai não gera a ação carmática por obrigação, mas sim por conta de sua Justiça e Amor. Aliás, seria muito engraçado pensarmos que Deus, que tem todas as suas propriedades elevadas ao expoente máximo e portanto, é a própria Lei, se subordinasse a alguma coisa...

Portanto, nem aquilo que é conhecido pelos terrestres como lei suprema o é, pois se trata de uma ação que surge espontaneamente da consciência de Deus e não gerada por subordinação a obrigações legais..

Não me lembro de nenhuma outra lei no Universo. Nos exemplos que usamos acima contemplamos aquilo que é chamado de lei do amor, de lei do trabalho, de lei da adoração, do carma... Que mais existe que pode ser reconhecido como um código impositivo? Se lembrar me diga, pois não lembro...

Resumindo então, digo que não há leis no Universo às quais obrigatoriamente você deve se subordinar. Não existem imposições.

Eu sou a Liberdade Total: o espírito é completamente livre de todas as amarras, de todas as leis.

A liberdade do ser universal é tamanha que, mesmo que temporariamente iludido pelo ego, ele ainda é livre para se aprisionar ou não ao criador de ilusões. Repare bem o que eu disse: a liberdade do espírito é tão grande que ele é livre para se aprisionar às ilusões ou não. Deus deixa isso para a decisão do livre arbítrio de cada um.

Todo ser universal possui caminhos que podem ser seguidos ou não. O que quero deixar bem claro é que estes caminhos não precisam ser obrigatoriamente seguidos.

Há muitas moradas na casa do meu Pai: já disse Cristo. Portanto veja: você não é obrigado a seguir nenhum determinado caminho, uma lei. Se seguí-lo será por opção e não por obrigação.

Vimos, então, a subordinação no tocante às leis morais e de comportamento. Ampliando à resposta, falo agora na lei das coisas materiais.

Para a humanidade, o que regula o funcionamento das coisas materiais são as leis científicas. Para isso existem as leis da física, que determinam algumas coisas, as da biologia, que determinam outras e as da química, que determinam coisas diferentes. Mas, o que são os elementos físicos, químicos ou biológicos senão composições de fluído cósmico universal?

Se pensarmos dessa forma – que todos os elementos conhecidos são derivações de combinações do fluído primário, como diz "O Livro dos Espíritos" – podemos dizer que existe apenas uma lei universal para reger os elementos materiais: a que rege o fluído cósmico universal. Esta lei rege o funcionamento da única coisa que é Real e, portanto, não precisa haver diversas leis que criam obrigações para os elementos materiais.

Se isso é verdade, temos, por fim, uma lei universal: a que rege a atividade dos princípios universais. Mas, que lei é essa? A que Deus criar. Como ensinado na pergunta sete de O Livro dos Espíritos, a propriedade íntima de cada coisa é determinada pelo "faça-se" de Deus. É deste "faça-se" que exprime a vontade do Senhor que surgem as diferentes propriedades que o fluído cósmico universal possui ao constituir essa ou aquela matéria.

O fluído cósmico universal é de uma amplitude tão grande, tão gigante, ao combinar-se para formar todas as coisas conhecidas pela humanidade, que se nós nos apegarmos a qualquer lei estaremos abandonando uma parte da realidade. Sendo assim, pergunto: quem se atreve a dizer que tal ou tal propriedade é eterna, sempre estará presente?

É não existe lei alguma... Nem a lei que vocês chamam de científica da matéria existe. Elas na verdade são apenas pequenos pedaços das propriedades – não leis – do elemento primário universal que são conhecidos pela humanidade.

Compreendeu a questão da lei? Mas, eu poderia ter lhe respondido de uma forma mais simples...

Poderia ter lhe dito que toda lei conhecida por vocês é fruto de uma ação racional, portanto gerada pelo ego. Sendo assim, se tratam de ilusões que precisam passar pelo processo de reforma para se alcançar a elevação espiritual...

As leis humanas são instrumentos para que o ser humano crie para o espírito a ilusão que servirá de carma a este. Concordo que as leis humanas, inclusive as religiosas são instrumentos carmáticos, mas pergunto: o que, para você é essa ação carmática? O que está sendo vivenciado em realidade naquele momento em que o ser humano se defronta com uma lei?

O que está acontecendo em um determinado momento? A formação mental (pensamento) que gera a obrigação de se cumprir à lei. Isso é o que você está vivenciando quando o ego cria formações mentais que contenham códigos normativos.

Portanto, as leis são instrumentos carmáticos que Deus coloca nesse sentido: para ver se o espírito vai amar mais a Deus, ou seja, vai vivenciar a formação mental de uma forma amorosa (sem obrigações) ou apegar-se-á ao ter que cumprir ou não a lei.

Essa é a ação carmática. Para que ela aconteça é necessário que haja a lei, que é um instrumento carmático para esta ação.

Como Deus é o Senhor dos carmas, posso dizer, então, que as leis são emanações Dele. Mas, não com a intenção de criar uma obrigação a qualquer um, mas como instrumento para uma ação carmática que cria uma oportunidade de elevação espiritual.

A partir daí o espírito tem, então, a oportunidade de exercer o livre arbítrio: se prender a uma obrigação – com isso vivenciará o acontecimento com a consciência de que lei é para ser cumprida – ou se recolher à sua espiritualidade e assistir ao seu personagem cumprir ou não a lei.

É nesse sentido que os códigos de norma funcionam como instrumentos das acções carmáticas.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.
Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?
Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.
Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.
Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.
Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?
É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.
Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.
Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.
Não há colheita sem plantação.
Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar alguma coisa do nosso esforço.

Livro: Pai Nosso
Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier

IN: http://www.luzdafraternidade.blogspot.com/

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domingo, 30 de março de 2008

Casas Mortas, Casas Vivas

Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza.
E você logo responderá que casa é algo inanimado.

A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.

Entretanto, casas existem que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.

Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.

Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.

Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.

Por isso mesmo parecem mortas.

As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.

No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.

Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.

Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.

A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.

Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.

Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.

Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.

As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.

* * * * * *

O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas. Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.

Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.

Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.

Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.

sábado, 8 de março de 2008

O ANJO de KAREN


A adolescente aguardou o final da aula e se dirigiu ao professor. Confiava nele e, por isso, desejava lhe contar a tormenta que estava vivenciando.
Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.
Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.
Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.
O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.
Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?

Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto.
Quando uma entrava, a outra saía.
O tempo passou.

Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.

Estava diferente. O rosto irradiava felicidade.
Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.
Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.
A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen,
a soma das dificuldades.
E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.
Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.
Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas.
Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.
Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias.
Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.
Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse
com sua mãe, que se aproximasse dela.
Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.
O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.
Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas
a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.
Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.
Em verdade, o anjo de Karen.
O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu
como filho e ao netinho.

* * *

O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas
umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.
Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar
porquês, a indagar de razões.
Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil
de ser vivida.
Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado,
querido, desejado.
Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?
Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?
Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.
Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.
Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando
a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.

Experimente!

Redação do Momento Espírita com base em fato real

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

REFLEXÃO

"Faça de seus problemas o seu tesouro. Aprenda e cresça com eles, enriquecendo-se."

Mark Victor Hansen

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ABORTO NÃO REALIZADO

A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura. Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens. A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...

Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de "resolver", a debilitaram ainda mais.

Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.

Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.

Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.

À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.

Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.

Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável "obrigado".

Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.

Desistiu do aborto. Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...

Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve consternada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:

....agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.

E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:

- Obrigado!

Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo obrigado, doce e agradável de um sonho, há 23 anos...

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A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega-se a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e proteção.

Perde a oportunidade de dar à luz um espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afeto.

Se você mulher, está passando pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.

Permita-se sentir, daqui há alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.

Conceda-se a alegria, de daqui há alguns anos ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer: obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse mundo negado a tantos filhos de Deus.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em História publicada no Jornal “Caridade” de maio/junho de 1997 pág. 3).

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

DECLARAR AMOR

"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."

Mahatma Gandhi

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Declarar Amor

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O R A Ç Ã O

Quando ora, a alma, à semelhança de um botão fechado que sob o cálido auxílio do Sol se abre para a vida, também se descerra, desdobrando os valiosos recursos latentes, numa explosão de beleza e de realização.

A oração é luz que estabelece um hífen de poderosa união entre a alma que se abebera e a Fonte Inexaurível que a dessedenta.

Orando, a criatura ascende a Deus. Banha-se de paz, impregna-se de confiança, renova-se sob as blandícias das vibrações superiores, ala-se, fugindo às algemas em que jaz prisioneira, no vale escuro das torpes limitações.

Murmurando a sonata oracional, a alma se converte num receptáculo precioso que os sublimes ouvidos registram e as santas possibilidades repletam.

Respondendo à oração o Onipotente inspira, beneficiando o suplicante e o acalmando com a antevisão do porvir radioso.

Principia-se a oração num solilóquio da alma em dor, em gratidão, em amor, pedindo, louvando ou agradecendo.

Prossegue-se a oração num diálogo, em que as emoções espocam em ansiedades, em festas ou êxtase, e as forças cósmicas respondem em forma de reconforto, esperança ou felicidade feitos de interlúdios de inefável bem-estar. Ora e abre a boca da alma, esvaziando-te o eu, a fim de que o Senhor da vida te preencha de plenitude.

Oração é vida. Frui-a.

Fonte: LIVRO: Heranças de Amor- De "A prece segundo os Espíritos" (Diversos Espíritos)
Autor Espititual: EROS
Psicografada por: Médium: Divaldo P.Franco

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Oração Diante do Tempo



Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos
para implorar-te compaixão.
Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelastes, em nome do
Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós Teu
olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das
lágrimas, oriundos das civilizações que morreram sob o guante
da violência!...

Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua
justiça, nos seguisse todos os passos...
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele
extraindo o ouro da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido
senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.

Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante
da verdade, à caça de triunfo e dominação para o nosso velho
egoísmo.

Na governança, nutríamos a vaidade e a miséria.
Na subalternidade, alentávamos o desespero e a insubmissão.
Na fortuna, éramos orgulhosos e inúteis.
Na carência, vivíamos intemperantes e despeitados.
Administrando, alongávamos o crime.
Obedecendo, atendíamos à vingança.
Resistíamos a todos os teus apelos, em tenebrosos labirintos de
opressão e delinquência, quando vieste ensinar-nos o caminho
libertador.

Não Te limitaste a crer na glória do Pai Celeste.
Estendeste-Lhe a incomparável bondade.

Não te circunscreveste à fé que renova.
Abraçaste o amor que redime.

Não te detiveste entre os eleitos da virtude.
Comungaste o ambiente das vítimas do mal, para reconduzi-las
ao bem.

Não te ilhaste na oração pura e simples.
Ofertaste mãos amigas às necessidades alheias.

Não te isolaste, junto à dignidade venerável de Salomé,
a venturosa mãe dos filhos de Zebedeu.
Acolheste a Madalena, possuída de sete génios sombrios.

Não consideraste tão-somente a Bartimeu, o mendigo cego.
Consagraste generosa atenção a Zaqueu, o rico necessitado.

Não apenas aconselhaste a fraternidade aos semelhantes.
Praticaste-a com devotamento e carinho, da intimidade do lar
ao sol meridiano da praça pública.
Não pregaste a doutrina do perdão e da renúncia exclusivamente
para os outros.
Aceitaste a cruz do escárnio e da morte, com abnegação e
humildade, a fim de que aprendessemos a procurar contigo
a divina ressurreição...

Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o Teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Seara de nossos corações...

Em Teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos
nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra!
É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e
desventurados como ontem, por desleais ao Teu Evangelho de
Redenção.
Não nos deixeis, contudo, órfãos de tua bênção...
No oceano encapelado das provações que merecemos,
a tempestade ruge em pavorosos açoites...
Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes
rijos do vento.
Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que
nos espreita, clamamos por Teu socorro!
E confiamos em que Te levantarás luminoso e imaculado sobre a
onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e
exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos
aterrados:
– “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”.


Fonte: LIVRO: Cartas e Crónicas
Autor Espititual: Irmão X
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier