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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Muitas formas de CANCROS, têm sua génese no comportamento moral



Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com cancro de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo).
Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o cancro se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.

Outro caso instigante é o das duas gémeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo. O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. "Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm cancro é inimaginável", afirmou a mãe das meninas. "Você fica pensando o que fez para merecer isso".

Cancro, é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinónimo genérico das neoplasias malignas.
Há mais de cem tipos diferentes de cancro, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.

Diferentemente do cancro em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do cancro pediátrico.
Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do cancro infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos.

Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o cancro é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil.
Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009.
O agravante é que o cancro, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).
Será o cancro, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito?

Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de cancro e por 70% do total de mortes.

Os cancros por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.

A experiência corrobora, pois, que o cancro é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações.
A criança de hoje foi o adulto de antanho.
“O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1)

“Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura;
os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo;
os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos quistos pulmonares;
os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil;
os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo;
e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)

“A cura para o cancro não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee.
Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com cancro, porque um tumor não é igual ao outro.
Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes.
Em verdade, "todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4)

Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.

Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o cancro:
As estatísticas demonstram grande incidência de cancro no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cancros têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.
“O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5)
O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigénio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cancros físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida” (6)

Falando sobre doença cármica, “o cancro pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.

Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso.
"Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (...), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, consequentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7)
Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo cancro ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8)

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença.
Isso influenciará no sistema imunológico.
Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus,
pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com


Fontes:
(1) Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos , ditado pelo espírito André Luis 15ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997.
(2) Xavier Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, Rio de Janeiro: 11ª Edição Ed. FEB - (Mensagem psicografada por em reunião pública de 03/07/1959)
(3) Transcrita em um caderno especial na Folha de São Paulo de 4 de novembro de 1999
(4) Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000
(5) Franco, Divaldo. Receita de Paz, ditado pelo espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 1999
(6) FRANCO, Divaldo Pereira. O Ser Consciente, Bahia, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1993
(7) Artigo "Uma Visão Integral do Homem", Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo, disponível no site http://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006
(8) Xavier Francisco Cândido e Vieira Waldo. Leis de Amor, São Paulo: Edição FEESP, 1981
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TRAGÉDIA COLETIVA NO RIO DE JANEIRO ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO

Com o desequilíbrio ambiental (aquecimento global) em pleno verão, chuvas violentas são consequentes, e a tragédia das enchentes, dos desabamentos, dos desabrigados, se repetem, variando apenas o número de mortos e desaparecidos em decorrência desse fenómeno. Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, têm ocupado vasto espaço no noticiário, comovendo-nos mediante tantas vidas destruídas.
Nesses episódios, as imagens midiáticas, virtuais ou impressas, mostram-nos, com colorido forte, as tintas do drama de inúmeros estragos, enquanto a população recolhe o que sobrou e chora seus mortos.

Muitos ficam em estado de extrema revolta contra tudo e todos, mas não nos esqueçamos que nos Estatutos de Deus não há espaço para injustiças, razão pela qual os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa.
A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de aperfeiçoamento.


A Lei de causa e efeito ainda é coisa obscura para a humanidade, principalmente para aquelas pessoas que vivenciam a tragédia.
Aquele que vê sua família dizimada dificilmente raciocinará;
ele simplesmente não compreenderá os motivos para isso, porque não consegue ver que causas poderiam levar a tamanha perda e na forma como ocorre.
É um momento de desespero, em que a visão se turva e não se é capaz de pensar em outra coisa que não seja a “injustiça”, embora que no plano espiritual o processo esteja ocorrendo de outra forma, com a harmonia da Lei Maior.

Nesses tristes fatos é comum emergir a indagação clássica:

Qual a finalidade desses acidentes, que causam a morte conjunta de várias pessoas?

Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações?

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas indefesas?

Os Espíritos elucidam a questão afirmando que
"as expiações e/ou as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do homem, desde que sejam aceitas por amor a Deus".(1)

Encarando, porém, a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação, não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas.

Nos casos tão dramáticos ocorridos nas serras “cariocas”, encontraremos uma justificativa plausível para os respectivos acontecimentos, se analisarmos atentamente as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nessas tragédias, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma Allan Kardec, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.

Todos os que pereceram nessas circunstâncias carregavam na alma motivos para se ajustarem com a Lei Divina, a fim de amortizar seus débitos com a indefectível e transcendente Justiça, encontrando aí a oportunidade sublime do resgate libertador.
“Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.”.(2)

Naturalmente a Lei é para todos nós.
Emmanuel lembra que “quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
E antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até porque dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida.

Conforme ensinou Pedro, “o Amor cobre uma multidão de pecados”(3), portanto, podemos resgatar, através da prática do Bem, o equívoco praticado em outras instâncias.

De fato! Engendramos a culpa e nós mesmos movemos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências.
E Deus se vale dos nossos esforços e compromissos de resgate e reajuste a fim de direcionar-nos a estudos e progressos invariavelmente mais amplos no que tange à nossa segurança psíquica.
É por essa razão que, de todas as tragédias humanas, nos retiramos com mais experiência e mais luz na mente e no coração, para defender-nos e valorizar a vida.

A situação no Rio é comovedora, como sinistro foi o terremoto no Haiti, o tsunami na Ásia.

Ainda aqui, Emmanuel esclarece: “lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.”(4)

Inobstante, para o encarnado comum esse argumento emmanuelino não fazer muito sentido.

Diante de tantos e lúcidos esclarecimentos dos Benfeitores, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua ação, exatamente com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade, e por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-nos-emos inexoravelmente com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirmos, com a máxima proferida pela sabedoria popular:

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Jorge Hessen
SITE:
http://jorgehessen.net

Referências:

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989
(2) Kardec, Allan. Obras Póstumas, RJ: Ed Feb, 1993, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo:

Questões e problemas
(3) I Pedro, 4:8
(4) Xavier, Chico. Mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, reunião pública,

na noite de 28 de fevereiro de 1972, em Uberaba, Minas Gerais

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