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sábado, 22 de outubro de 2011

A violência da Fome - Espir.CAMILO


.:: IN: JUSTIÇA e AMOR - cap. II - PENAS e RECOMPENSAS ::.

- 2. A violência da fome
Espírito: CAMILO
Psicografia : J. Raúl Teixeira

2. A violência da fome

Uma das perturbantes consequências do desemprego é, sem contestação, a fome.

Não tendo do que lançar mão, honestamente, para prover as necessidades básicas, o indivíduo, com sua família, muitas vezes se achará presa de ideações infelizes que o poderão conduzir a experiêcias tortuosas, uma vez que a fome não conhece moralidade.

No vasto território das violências contra a humanidade, a fome se apresenta como o grande e cruel carrasco, apta a depauperar e adoecer gerações inteiras, promovendo desde raquitismo a deficiências intelectuais por causa da incapacidae neuronial que se vai estabelecendo com a falta de nutrição exigida pelas primeiras idades da criança.

Transtorna a consciência humana, contudo, a identificação dos quadros de fome num mundo onde se desperdiça onde as demandas de preços que se pratica nos mercados das trocas determinam que se deve atirar fora ou atear fogo às inumeráveis quantidades de produtos, que não logram obter os preços nos níveis desejados, sem qualquer pensamento dirigido às comunidades esfaimadas, deserdadas e humilhadas.

Queimam-se cereais e a preciosa rubiácea ou, simplesmente, deixam-nos deteriorar em depósitos, por não encontrarem preços compatíveis com os interesses dos produtores.

Lançam-se às águas dos rios litros e litros de leite, pela insatisfação dos pecuaristas que os produzem.

Incineram-se toneladas de carne, ou transformam-nas em rações para animais, porque ficaram em stock anos a fio, tornando-se, por isso, imprestáveis ao consumo humano. Por descaso, imperícia ou pelo motivo que for, são processos sempre comandados pelo egoísmo.

E o denominado lixo rico das metrópoles? Centenas e centenas de quilogramas de alimentos intactos atirados fora em virtude do espírito consumista que adquire mas não utiliza, e também não transfere a outras mãos. Obras do egoísmo.

Enquanto o espítito perdulário avança em seu institivo desmando, contemplam-se o desfile dos famintos que disputam com os animais, nas lixeiras, a sobrevivência diária, chegando muita gente ao ponto de se socorrer de dejetos corrompidos, para não sucumbir, de vez, na agonia e desamparo que a soterram.

Em O Livro dos Espíritos , quando o Codificador pergunta sobre os que monopolizam os bens da Terra em prejuízo daqueles a quem falta o necessário, os Luminares Espirituais afirmam que esses tais responderão pelas privações que hajam feito alguém experimentar, e que são espíritos que desconhecem a lei de Deus. (Kardec, LE. perg. 717)

Allan Kardec, no seu lúcido comentário sobre a questão, diz que "os que vivem às custas das privações alheias, que exploram os benefícios da civilização em seu próprio proveito, não têm da civilização senão o verniz..." , o que não reflete outra coisa senão um horrendo panorama de violência.

N.B.: Aconselhamos a LEITURA integral destes textos no livro abaixo mencionado.

Todos os Direitos Autorais Reservados:
IN: JUSTIÇA e AMOR
pelo espírito Camilo
Psicografia: J. Raúl Teixeira
Editora : Editora Frater
Niterói - RJ - Brasil 1997

domingo, 16 de outubro de 2011

A violência do desemprego


.:: IN: JUSTIÇA e AMOR - cap. III - AS VÁRIAS FACES da VIOLÊNCIA ::.



- 1. A violência do desemprego
Espírito: CAMILO
Psicografia : J. Raúl Teixeira


1. A violência do desemprego

Inquestionávelmente, é por meio do trabalho que a pessoa alcança o progresso pelo qual anela, desde o bem estar material até ao desenvolvimento da inteligência, porque o trabalho é um instrumento, do qual se vale a Divindade, para dar ensejo a cada um de ser útil ao seu semelhante, aplicando-se em exteriorizar sua bagagem de pretéritas conquistas, aprimoradas pelo burilamento atual e pelos novos conhecimentos que passam a ornar-lhe a personalidade.

Entrementes, enquanto a muitos o trabalho repugna, preferindo uma vida de aventuras e extorsão do semelhante, de modos variados, a outros, que anseiam por se ocuparem, efectiva e nobremente, desaparecem as oportunidades, quando não se apresentam exíguas, quase inexistentes, obrigando-os a estágios de bastardas necessidades, de penúria ou mesmo de miséria.

Em O Livro dos Espíritos , Allan Kardec, em felicíssima observação [(LE. perg. 685-a (nota)], faz um notável escorço de economia social, ao dizer que "não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é preciso que aquele que quer viver do seu labor encontre em que se ocupar, e é o que nem sempre acontece. Quando a suspensão do trabalho se generaliza, adquire as proporções de um flagelo como a miséria".

A partir disso, entendemos que as práticas económicas, geradas pelo sistema capitalista, que impõem a ciranda financeira que, por seu turno, valoriza o capital e desmerece o trabalho, têm algo de selvageria, e será, invariavelmete, prejudicial ao progresso coletivo, facilitando, de forma perversa, o hiperenriquecimento de uns poucos.

Embora sejamos conscientes de que muitas criaturas se acham no mundo actual nos compromissos de pesados resgates, não se pode silenciar, de maneira cobarde, diante dos que se transformam em peças do escândalo ou braço não requisitado da Justiça de Cima.

Acompanhe-se, na Terra, o processo escorchante de vida imposto a muitas sociedades, significando gritantes contextos de violência, a exigir, das autoridades constituídas do mundo político-económico, a necessária correcção do passo, pelo reordenamento da economia, permitindo que os indivíduos possam ganhar a vida com dignidade, longe dos fantasmas criados pelo desemprego, costumeiramente nomeados de criminalidade, prostituição, drogadicção... violência.


N.B.: Aconselhamos a LEITURA integral destes textos no livro abaixo mencionado.

Todos os Direitos Autorais Reservados:
IN: JUSTIÇA e AMOR
pelo espírito Camilo
Psicografia: J. Raúl Teixeira Editora : Editora Frater

Niterói - RJ - Brasil 1997

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensagem Psicofónica Dr. Bezerra de Menezes na 58ª Semana Espírita Vitória da Conquista-BA






Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Adolfo Bezerra de Menezes, por intermédio do médium Divaldo Pereira Franco, no momento do encerramento da sua conferência de clausura da 58ª. Semana Espírita de Vitória da Conquista, no dia 11 de setembro de 2011.
A HONRA DE SERVIR(*)

Nestes dias gloriosos, assinalados por tremendos conflitos no âmago da criatura humana; nesta hora em que todos somos convocados à solidariedade cristã, deveremos descruzar os braços para utilizar as armas do amor, construindo um mundo melhor de paz e de caridade pelo qual todos anelamos.

Ouvistes, durante estes dias, as vozes espirituais que desceram sobre vós outros, como no Pentecostes recuado...

Médiuns expositores, lavradores da seara de Jesus, apresentaram-se aqui para falar da era nova da imortalidade.

Acompanhastes as suas mensagens com sorrisos e com emoções!

Aplaudistes o verbo inflamado dos oradores, dos expositores, dos que desenvolveram os seminários.

Anotastes na mente e no coração os conteúdos profundos em torno da imortalidade.

Encontrai-vos ricos de informações...

...E agora, quando vos preparais para retornar ao dia-a-dia, ao labor de toda hora, aplicai, aplicai as lições profundas de sabedoria, de misericórdia e de amor.

Sois os embaixadores da Era Nova!

Jesus elegeu aqueles setenta da Galiléia e os mandou dois a dois, para que divulgassem o reino.

Agora vos conclama a todos vós, para que proclameis o reino da concórdia, a era da misericórdia, o momento da construção do mundo novo.

Não tergiverseis, não vos permitais a sintonia com a onda avassaladora que toma conta da Terra nesta transição de loucura.

Por certo, as aflições tendem a piorar e o homem moderno, rico de tecnologia e pobre de amor, sentirá falta das questões simples, da amizade pulcra, da bondade fraternal, do sorriso espontâneo, e terá que fazer a viagem de volta, infelizmente, através das lágrimas.

Evitai, portanto, que isso aconteça, e semeai a esperança, a alegria de viver, a irrestrita confiança em Deus que nos orienta através de Jesus, que prossegue conosco até o fim.

Ele disse que nunca nos deixaria órfãos.

Os Seus embaixadores estão entre nós, conosco, e auxiliam-nos na grande arrancada para o mundo de regeneração.

Filhos e filhos e filhos, filhas e filhas e filhas da alma: amai, não vos importe a ausência da resposta do amor por enquanto.

Disputai a honra de amar.

Sede vós aqueles que semeiam os formosos dias do porvir, exultando pela honra de haverdes sidos convidados à hora última para a seara do bem.

Em nome dos Espíritos-espíritas que aqui têm estado durante esta Semana e dos Benfeitores que a todos nos ajudam, suplicamos a Deus e a Jesus que nos abençoem, que nos dêem a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal.

Bezerra.
(*) Revisada e corrigida pelo autor espiritual.
Nota do médium.