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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Luz Segue Sempre

A LUZ SEGUE SEMPRE

"E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram."
(LUCAS, 24:11.)
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A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesma nos tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens manifesta suas gloriosas mensagens.

As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre, sempre encontraram sucessores.

Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a levantar para a averiguação da verdade.

Em todos os tempos, os transmissores de notícias de além-túmulo peregrinaram na Terra, quanto hoje.

As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o valioso concurso que se lhes oferecia.

Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras exceções, foram categorizados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são tidos por dementes, visionários e feiticeiros.

É que a maioria dos companheiros de jornada humana vivem agarrados aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario.

Entregues ao efêmero, não crêem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos.


Fonte: LIVRO: "Vinha de Luz"
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 5 de julho de 2008

A obrigação de cumprir leis

Não existe lei ou ordenação para mim. ó amigo! Assim sendo, como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam? Eu sou, por natureza, a Liberdade Eterna além de todos os males.
(Avadhut Gita – capítulo 4 – versículo 14).

Paulo nos disse que é a lei que cria o pecado, o "errado", a derrota. Ao falar desse jeito, ele também disse que ela cria o "certo", a forma como as coisas devem ser feitas.

Ainda sobre leis, encontramos agora um mestre do monismo que nos fala que o espírito que se reconhece como ser universal não deve se subordinar às leis sejam elas planetárias, nacionais, locais ou pessoais.

Juntando as duas informações compreendemos o final deste ensinamento: "como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam?" Este ensinamento é Real, pois quem não se subordina a nenhuma lei não ganha nada (nunca está "certo"), mas também não perde (nunca está "errado"). Além disso, não vaga pelo mundo como um ser humano, pois está sempre presente conscientemente nele mesmo como elemento universal e em Deus.

É exatamente por isso que o mestre pode dizer que ele é, por natureza, a Liberdade Eterna, que está além de todos os males. Ele é livre dos códigos que geram o benefício e a derrota, pois já tem tudo o que qualquer ser do Universo pode ter: a consciência sobre o seu "eu" espiritual e a presença de Deus ao seu lado...

As leis universais

Vamos falar primeiro das regras de conduta cósmicas e morais espirituais. Depois falo das leis da matéria...

Qual o objetivo da existência de um espírito? Elevar-se. Para isso precisa "limpar-se" da sua sujeira (desacreditar nas ilusões criadas pelo ego) e retornar à consciência da unidade com Deus.

Realmente, a primeira vista e baseado nos ensinamentos religiosos disponíveis no orbe planetário, poderíamos dizer que buscar a elevação espiritual é uma lei universal, ou seja, todo espírito deve fazê-la. Mas, será que esta lei é universal, ou seja, será que ela existe na Realidade. Vejamos...

Como está ensinado em "O Livro dos Espíritos" buscar a elevação espiritual não pode ser considerada uma lei, pois Deus concede ao espírito o livre arbítrio de realizar ou não a sua reforma íntima. O progresso espiritual é uma conquista realizada por decisão de foro íntimo e não uma obrigação imposta pelo Senhor do Universo.

Se o espírito quiser viver preso à ilusão do maya – não vou falar eternamente, pois nada é para sempre – mas por muito "tempo", Deus não agirá contra. Na verdade Ele não pode interferir na decisão que o espírito toma. O máximo que pode fazer é "organizar a casa" (gerar pela Causa Primária as devidas ações carmáticas) para que o equilíbrio universal não se afete por causa disso.

Portanto, não se pode dizer que a elevação espiritual seja uma lei universal, tendo em vista que qualquer dispositivo legal tem por finalidade precípua gerar a obrigação de que algo seja feito e outras coisas não sejam mais realizadas.

Vamos pensar, então, em outra lei para vermos se somos obrigados a cumpri-la? Para facilitar nosso trabalho, lembremo-nos que Cristo resumiu todas as leis universais em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Por isso, analisemos se a este código devemos subordinação.

Não importa qual seja a lei, a resposta para nossa análise estará sempre no conhecimento do livre arbítrio. O que é o livre arbítrio? Uma livre opção de fazer ou não alguma coisa; o direito de optar pelo que se quer fazer.

Quem nos concede esta livre opção? Deus. Sendo assim, posso dizer que Deus lhe deu o direito de fazer o que quiser, inclusive de não amar...

Sim, Deus lhe deu o direito de não amar. Se você não quiser, não é obrigado a amar o próximo: isso só acontecerá se for fruto de uma livre escolha. Se você não quiser, não é obrigado a amar a Deus sobre todas as coisas. Para colocar em prática este ensinamento terá que fazer uma opção.

Sendo assim, o que Cristo ensinou não pode ser considerado como uma lei à qual o ser humanizado é obrigado a se subordinar. Isso acontece porque toda lei, para poder ser considerada como tal, gera obrigações.

Para que um texto tenha um cunho legal é preciso que ele obrigue a que determinada coisa seja feita. Um código de lei não pode ser escrito da seguinte forma: "se você quiser faça assim..." Ele precisa dizer o que deve e pode ou não deve e não pode ser feito. Ou seja, ele precisa ser taxativo: "faça isso"; "não faça aquilo".

Portanto, se até o ensinamento que resume todas as leis (o de Cristo que manda amar a tudo e a todos) não pode ser interpretado como um código legal, que lei existe no Universo que precisa ser cumprida obrigatoriamente? Nenhuma...

Saiba: no Universo não existem leis às quais você precise se subordinar. O que existe são apenas caminhos sugeridos por Deus através de mestres para aqueles que, de posse do seu livre arbítrio, optarem por seguí-los. Os ensinamentos dos mestres não geram leis que precisem ser seguidas obrigatoriamente, mas expõe caminhos para que o ser universal opte por um por outro.

Opa... Ia me esquecendo... Existe uma lei universal sim: a lei do carma ou o código normativo que diz que cada um recebe de acordo com as suas obras, de acordo com a ação do seu livre arbítrio... Mas, nem mesmo este, não podemos chamar de lei.

O que é conhecido no planeta Terra como "lei do carma", na verdade não pode ser considerado gerador de uma obrigação – a obrigação de dar a quem fez o resultado do que ele fez. Isso porque o efeito gerado por uma causa não surge de uma obrigação, mas trata-se de uma conseqüência natural da Justiça Suprema e do Amor Sublime de Deus.

O Pai não aplica a conseqüência a uma causa porque é obrigado a isso, mas sim porque tem a consciência Justa. Além do mais, Ele não faz para penalizar a quem quer que seja, mas sim para proporcionar uma nova oportunidade para o espírito, utilizando-se do seu livre arbítrio, realizar a reforma íntima e assim alcançar a elevação espiritual.

Sendo assim, a famosa "lei do carma" não é uma lei, pois não gera obrigações a Deus. O Pai não gera a ação carmática por obrigação, mas sim por conta de sua Justiça e Amor. Aliás, seria muito engraçado pensarmos que Deus, que tem todas as suas propriedades elevadas ao expoente máximo e portanto, é a própria Lei, se subordinasse a alguma coisa...

Portanto, nem aquilo que é conhecido pelos terrestres como lei suprema o é, pois se trata de uma ação que surge espontaneamente da consciência de Deus e não gerada por subordinação a obrigações legais..

Não me lembro de nenhuma outra lei no Universo. Nos exemplos que usamos acima contemplamos aquilo que é chamado de lei do amor, de lei do trabalho, de lei da adoração, do carma... Que mais existe que pode ser reconhecido como um código impositivo? Se lembrar me diga, pois não lembro...

Resumindo então, digo que não há leis no Universo às quais obrigatoriamente você deve se subordinar. Não existem imposições.

Eu sou a Liberdade Total: o espírito é completamente livre de todas as amarras, de todas as leis.

A liberdade do ser universal é tamanha que, mesmo que temporariamente iludido pelo ego, ele ainda é livre para se aprisionar ou não ao criador de ilusões. Repare bem o que eu disse: a liberdade do espírito é tão grande que ele é livre para se aprisionar às ilusões ou não. Deus deixa isso para a decisão do livre arbítrio de cada um.

Todo ser universal possui caminhos que podem ser seguidos ou não. O que quero deixar bem claro é que estes caminhos não precisam ser obrigatoriamente seguidos.

Há muitas moradas na casa do meu Pai: já disse Cristo. Portanto veja: você não é obrigado a seguir nenhum determinado caminho, uma lei. Se seguí-lo será por opção e não por obrigação.

Vimos, então, a subordinação no tocante às leis morais e de comportamento. Ampliando à resposta, falo agora na lei das coisas materiais.

Para a humanidade, o que regula o funcionamento das coisas materiais são as leis científicas. Para isso existem as leis da física, que determinam algumas coisas, as da biologia, que determinam outras e as da química, que determinam coisas diferentes. Mas, o que são os elementos físicos, químicos ou biológicos senão composições de fluído cósmico universal?

Se pensarmos dessa forma – que todos os elementos conhecidos são derivações de combinações do fluído primário, como diz "O Livro dos Espíritos" – podemos dizer que existe apenas uma lei universal para reger os elementos materiais: a que rege o fluído cósmico universal. Esta lei rege o funcionamento da única coisa que é Real e, portanto, não precisa haver diversas leis que criam obrigações para os elementos materiais.

Se isso é verdade, temos, por fim, uma lei universal: a que rege a atividade dos princípios universais. Mas, que lei é essa? A que Deus criar. Como ensinado na pergunta sete de O Livro dos Espíritos, a propriedade íntima de cada coisa é determinada pelo "faça-se" de Deus. É deste "faça-se" que exprime a vontade do Senhor que surgem as diferentes propriedades que o fluído cósmico universal possui ao constituir essa ou aquela matéria.

O fluído cósmico universal é de uma amplitude tão grande, tão gigante, ao combinar-se para formar todas as coisas conhecidas pela humanidade, que se nós nos apegarmos a qualquer lei estaremos abandonando uma parte da realidade. Sendo assim, pergunto: quem se atreve a dizer que tal ou tal propriedade é eterna, sempre estará presente?

É não existe lei alguma... Nem a lei que vocês chamam de científica da matéria existe. Elas na verdade são apenas pequenos pedaços das propriedades – não leis – do elemento primário universal que são conhecidos pela humanidade.

Compreendeu a questão da lei? Mas, eu poderia ter lhe respondido de uma forma mais simples...

Poderia ter lhe dito que toda lei conhecida por vocês é fruto de uma ação racional, portanto gerada pelo ego. Sendo assim, se tratam de ilusões que precisam passar pelo processo de reforma para se alcançar a elevação espiritual...

As leis humanas são instrumentos para que o ser humano crie para o espírito a ilusão que servirá de carma a este. Concordo que as leis humanas, inclusive as religiosas são instrumentos carmáticos, mas pergunto: o que, para você é essa ação carmática? O que está sendo vivenciado em realidade naquele momento em que o ser humano se defronta com uma lei?

O que está acontecendo em um determinado momento? A formação mental (pensamento) que gera a obrigação de se cumprir à lei. Isso é o que você está vivenciando quando o ego cria formações mentais que contenham códigos normativos.

Portanto, as leis são instrumentos carmáticos que Deus coloca nesse sentido: para ver se o espírito vai amar mais a Deus, ou seja, vai vivenciar a formação mental de uma forma amorosa (sem obrigações) ou apegar-se-á ao ter que cumprir ou não a lei.

Essa é a ação carmática. Para que ela aconteça é necessário que haja a lei, que é um instrumento carmático para esta ação.

Como Deus é o Senhor dos carmas, posso dizer, então, que as leis são emanações Dele. Mas, não com a intenção de criar uma obrigação a qualquer um, mas como instrumento para uma ação carmática que cria uma oportunidade de elevação espiritual.

A partir daí o espírito tem, então, a oportunidade de exercer o livre arbítrio: se prender a uma obrigação – com isso vivenciará o acontecimento com a consciência de que lei é para ser cumprida – ou se recolher à sua espiritualidade e assistir ao seu personagem cumprir ou não a lei.

É nesse sentido que os códigos de norma funcionam como instrumentos das acções carmáticas.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.
Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?
Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.
Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.
Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.
Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?
É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.
Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.
Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.
Não há colheita sem plantação.
Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar alguma coisa do nosso esforço.

Livro: Pai Nosso
Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier

IN: http://www.luzdafraternidade.blogspot.com/

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

REFLEXÃO

"Faça de seus problemas o seu tesouro. Aprenda e cresça com eles, enriquecendo-se."

Mark Victor Hansen

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ABORTO NÃO REALIZADO

A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura. Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens. A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...

Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de "resolver", a debilitaram ainda mais.

Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.

Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.

Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.

À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.

Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.

Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável "obrigado".

Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.

Desistiu do aborto. Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...

Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve consternada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:

....agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.

E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:

- Obrigado!

Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo obrigado, doce e agradável de um sonho, há 23 anos...

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A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega-se a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e proteção.

Perde a oportunidade de dar à luz um espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afeto.

Se você mulher, está passando pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.

Permita-se sentir, daqui há alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.

Conceda-se a alegria, de daqui há alguns anos ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer: obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse mundo negado a tantos filhos de Deus.



Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em História publicada no Jornal “Caridade” de maio/junho de 1997 pág. 3).

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

DECLARAR AMOR

"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."

Mahatma Gandhi

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Declarar Amor

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Oração Diante do Tempo



Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos
para implorar-te compaixão.
Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelastes, em nome do
Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós Teu
olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das
lágrimas, oriundos das civilizações que morreram sob o guante
da violência!...

Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua
justiça, nos seguisse todos os passos...
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele
extraindo o ouro da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido
senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.

Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante
da verdade, à caça de triunfo e dominação para o nosso velho
egoísmo.

Na governança, nutríamos a vaidade e a miséria.
Na subalternidade, alentávamos o desespero e a insubmissão.
Na fortuna, éramos orgulhosos e inúteis.
Na carência, vivíamos intemperantes e despeitados.
Administrando, alongávamos o crime.
Obedecendo, atendíamos à vingança.
Resistíamos a todos os teus apelos, em tenebrosos labirintos de
opressão e delinquência, quando vieste ensinar-nos o caminho
libertador.

Não Te limitaste a crer na glória do Pai Celeste.
Estendeste-Lhe a incomparável bondade.

Não te circunscreveste à fé que renova.
Abraçaste o amor que redime.

Não te detiveste entre os eleitos da virtude.
Comungaste o ambiente das vítimas do mal, para reconduzi-las
ao bem.

Não te ilhaste na oração pura e simples.
Ofertaste mãos amigas às necessidades alheias.

Não te isolaste, junto à dignidade venerável de Salomé,
a venturosa mãe dos filhos de Zebedeu.
Acolheste a Madalena, possuída de sete génios sombrios.

Não consideraste tão-somente a Bartimeu, o mendigo cego.
Consagraste generosa atenção a Zaqueu, o rico necessitado.

Não apenas aconselhaste a fraternidade aos semelhantes.
Praticaste-a com devotamento e carinho, da intimidade do lar
ao sol meridiano da praça pública.
Não pregaste a doutrina do perdão e da renúncia exclusivamente
para os outros.
Aceitaste a cruz do escárnio e da morte, com abnegação e
humildade, a fim de que aprendessemos a procurar contigo
a divina ressurreição...

Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o Teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Seara de nossos corações...

Em Teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos
nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra!
É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e
desventurados como ontem, por desleais ao Teu Evangelho de
Redenção.
Não nos deixeis, contudo, órfãos de tua bênção...
No oceano encapelado das provações que merecemos,
a tempestade ruge em pavorosos açoites...
Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes
rijos do vento.
Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que
nos espreita, clamamos por Teu socorro!
E confiamos em que Te levantarás luminoso e imaculado sobre a
onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e
exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos
aterrados:
– “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”.


Fonte: LIVRO: Cartas e Crónicas
Autor Espititual: Irmão X
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Diante da Manjedoura - PRECE




"Diante da Manjedoura"
P R E C E
Senhor:
Diante da Manjedoura em que nos descerras o coração,
ensina-nos a abrir os braços para receber-Te.

Não nos relegues ao labirinto de nossas ilusões, nem nos abandones
ao luxo de nossos problemas.

Vimos ao Teu encontro, cansados de nossa própria fatuidade.

Sol da Vida, não nos confies às trevas da morte.

Fortalece-nos o bom ânimo.

Reaviva-nos a fé.

Induze-nos à confiança e à boa vontade.

Tu que renunciaste ao Céu em favor da Terra, ajuda-nos a descer,
com o Supremo Bem, para sermos mais úteis!...

Tu que deixaste a companhia dos anjos sábios e generosos,
por amor aos homens ignorantes e infelizes,
auxilia-nos a estender com os irmãos mais necessitados que nós mesmos
o tesouro de luz que nos trazes!...

Defende-nos contra os vermes da vaidade.

Ampara-nos contra as serpes do orgulho.

Conduze-nos ao caminho do trabalho e da humildade.

E, reconhecidos à frente do Teu Berço de Luminosa Esperança,
nós te rogamos, sobretudo, os dons da simplicidade e da Paz,
para que sejamos contigo fiéis a Deus, hoje e sempre.

Assim seja.

Fonte: LIVRO: "Antologia Mediúnica do Natal" (Autores diversos)
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

*Cura Espiritual*

A doença física é a materialização das nossas mazelas espirituais.
Quando cuidamos da saúde do espírito, reduzimos as chances das enfermidades
espirituais se espalharem pelo nosso corpo físico em forma de úlceras e de
diversos tipos de processos degenerativos que, além de nos causar muita dor e sofrimento, podem deixar marcas e seqüelas que continuarão a nos atormentar,
mesmo após o despojar das nossas vestes carnais.
[Wagner Tadeu Matioli]

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CURA   ESPIRITUAL

Comece orando.
A prece é a luz na sombra em que a doença se instala.
Semeie alegria.
A esperança é alegria no coração.
Fuja da impaciência.
Toda irritação é desastre magnético de conseqüências imprevisíveis.
Guarde confiança.
A dúvida deita raios de morte.
Não critique.
A censura é choque nos agentes da afinidade.
Conserve brandura.
A palavra agressiva prende o trabalho na estaca zero.
Não se escandalize.
O corpo de quem sofre é objeto sagrado.
Ajude espontaneamente para o bem.
Simpatia é cooperação.
Não cultive os desafetos.
Aversão é calamidade vibratória.
Interprete o doente qual se fosse você mesmo.
Toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor.

Fonte: Extraído do Livro "O Espírito da Verdade"
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografada por: Chico Xavier - 1962


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Prece por AUXÍLIO

PRECE por AUXÍLIO
Compadece-te, meu Deus,
Dos companheiros em prova,
Cuja vida se renova
Somente a preço de dor...
Não deixes errante em trevas
Aquele que se perdeu
Nas tramas do próprio “eu”,
Sem ver-te a bênção de amor.

Meu Deus, ajuda a quem vai
Sem apoio a que se arrime,
Na rude estrada do crime,
Vivendo a revolta e o mal;
Inspira, ampara e esclarece
A pessoa envilecida,
Mostra-lhe a força da vida,
Na vida bela e imortal.

Auxilia-nos a todos
Entre pedras e entre espinhos
Dos nossos próprios caminhos,
Que fizemos tais quais são...
Senhor da Misericórdia,
Em tua bênção de luz,
Queremos seguir Jesus
Nas trilhas da redenção.

Fonte: IN LIVRO: “Coração e Vida”
Autor Espititual: Maria Dolores
Psicografada por: Médium: Chico Xavier

sábado, 20 de outubro de 2007

O Poder do Afecto

A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos.

Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas.

O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos.

O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância.

Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades.

São como os caramujos, os tatus, as tartarugas e outros semelhantes.

Ao se sentirem ameaçados, escondem-se em suas carapaças naturais, e não deixam à mostra nenhuma de suas partes vulneráveis.

A propósito, você já tentou alguma vez retirar, à força, de seu esconderijo, um desses animaizinhos?

Seria uma tentativa fracassada, a menos que você não se importe em dilacerar o corpo do seu oponente.

No caso da tartaruga, por exemplo, quanto mais você tentar, com violência, retirá-la do casco, mais ela irá se encolher para sobreviver.

Mas, se você a colocar num lugar aconchegante, caloroso, que inspire confiança, ela sairá naturalmente.

Assim também acontece com os seres humanos. Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente se desarma e se deixa envolver
Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso.

Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores.

Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes.

A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa, além de causar sérios prejuízos à vida de relação.

Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério.

Mas para isso é preciso que pelo menos uma das partes o queira e o faça.

E se uma das partes quiser, por mais que a outra esteja revestida de uma proteção semelhante à de um porco-espinho, ninguém sairá ferido e o relacionamento terá êxito.

Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força o afeto.
E tudo se resolve sem desgastes.

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De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições:

A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem...

A convicção de que precisamos uns dos outros...

A certeza de que não podemos deter o passo...

A confiança no poder de renovação do ser humano.

Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes.

Fazer dos tropeços um passo de dança.

Do medo um desafio.

Dos opositores, amigos.

E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz´

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

AO AMANHECER

AO AMANHECER

Dia novo, oportunidade renovada.
Cada amanhecer representa divina concessão,
que não podes nem deves desconsiderar.
Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos
que devem ser enfrentados;
otimismo diante das ocorrências que surgirão
coragem nos confrontos das lutas naturais;
recomeço de tarefa interrompida;
ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores
que parecem inalcançáveis.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos,
sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.
Dirige cada ação à finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa
dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição,
avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada
e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências
que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

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Fonte: LIVRO: Episódios Diários
Autor Espititual: Joanna de Ângelis
Psicografada por: Médium: Divaldo Pereira Franco