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sábado, 22 de outubro de 2011

A violência da Fome - Espir.CAMILO


.:: IN: JUSTIÇA e AMOR - cap. II - PENAS e RECOMPENSAS ::.

- 2. A violência da fome
Espírito: CAMILO
Psicografia : J. Raúl Teixeira

2. A violência da fome

Uma das perturbantes consequências do desemprego é, sem contestação, a fome.

Não tendo do que lançar mão, honestamente, para prover as necessidades básicas, o indivíduo, com sua família, muitas vezes se achará presa de ideações infelizes que o poderão conduzir a experiêcias tortuosas, uma vez que a fome não conhece moralidade.

No vasto território das violências contra a humanidade, a fome se apresenta como o grande e cruel carrasco, apta a depauperar e adoecer gerações inteiras, promovendo desde raquitismo a deficiências intelectuais por causa da incapacidae neuronial que se vai estabelecendo com a falta de nutrição exigida pelas primeiras idades da criança.

Transtorna a consciência humana, contudo, a identificação dos quadros de fome num mundo onde se desperdiça onde as demandas de preços que se pratica nos mercados das trocas determinam que se deve atirar fora ou atear fogo às inumeráveis quantidades de produtos, que não logram obter os preços nos níveis desejados, sem qualquer pensamento dirigido às comunidades esfaimadas, deserdadas e humilhadas.

Queimam-se cereais e a preciosa rubiácea ou, simplesmente, deixam-nos deteriorar em depósitos, por não encontrarem preços compatíveis com os interesses dos produtores.

Lançam-se às águas dos rios litros e litros de leite, pela insatisfação dos pecuaristas que os produzem.

Incineram-se toneladas de carne, ou transformam-nas em rações para animais, porque ficaram em stock anos a fio, tornando-se, por isso, imprestáveis ao consumo humano. Por descaso, imperícia ou pelo motivo que for, são processos sempre comandados pelo egoísmo.

E o denominado lixo rico das metrópoles? Centenas e centenas de quilogramas de alimentos intactos atirados fora em virtude do espírito consumista que adquire mas não utiliza, e também não transfere a outras mãos. Obras do egoísmo.

Enquanto o espítito perdulário avança em seu institivo desmando, contemplam-se o desfile dos famintos que disputam com os animais, nas lixeiras, a sobrevivência diária, chegando muita gente ao ponto de se socorrer de dejetos corrompidos, para não sucumbir, de vez, na agonia e desamparo que a soterram.

Em O Livro dos Espíritos , quando o Codificador pergunta sobre os que monopolizam os bens da Terra em prejuízo daqueles a quem falta o necessário, os Luminares Espirituais afirmam que esses tais responderão pelas privações que hajam feito alguém experimentar, e que são espíritos que desconhecem a lei de Deus. (Kardec, LE. perg. 717)

Allan Kardec, no seu lúcido comentário sobre a questão, diz que "os que vivem às custas das privações alheias, que exploram os benefícios da civilização em seu próprio proveito, não têm da civilização senão o verniz..." , o que não reflete outra coisa senão um horrendo panorama de violência.

N.B.: Aconselhamos a LEITURA integral destes textos no livro abaixo mencionado.

Todos os Direitos Autorais Reservados:
IN: JUSTIÇA e AMOR
pelo espírito Camilo
Psicografia: J. Raúl Teixeira
Editora : Editora Frater
Niterói - RJ - Brasil 1997

domingo, 16 de outubro de 2011

A violência do desemprego


.:: IN: JUSTIÇA e AMOR - cap. III - AS VÁRIAS FACES da VIOLÊNCIA ::.



- 1. A violência do desemprego
Espírito: CAMILO
Psicografia : J. Raúl Teixeira


1. A violência do desemprego

Inquestionávelmente, é por meio do trabalho que a pessoa alcança o progresso pelo qual anela, desde o bem estar material até ao desenvolvimento da inteligência, porque o trabalho é um instrumento, do qual se vale a Divindade, para dar ensejo a cada um de ser útil ao seu semelhante, aplicando-se em exteriorizar sua bagagem de pretéritas conquistas, aprimoradas pelo burilamento atual e pelos novos conhecimentos que passam a ornar-lhe a personalidade.

Entrementes, enquanto a muitos o trabalho repugna, preferindo uma vida de aventuras e extorsão do semelhante, de modos variados, a outros, que anseiam por se ocuparem, efectiva e nobremente, desaparecem as oportunidades, quando não se apresentam exíguas, quase inexistentes, obrigando-os a estágios de bastardas necessidades, de penúria ou mesmo de miséria.

Em O Livro dos Espíritos , Allan Kardec, em felicíssima observação [(LE. perg. 685-a (nota)], faz um notável escorço de economia social, ao dizer que "não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é preciso que aquele que quer viver do seu labor encontre em que se ocupar, e é o que nem sempre acontece. Quando a suspensão do trabalho se generaliza, adquire as proporções de um flagelo como a miséria".

A partir disso, entendemos que as práticas económicas, geradas pelo sistema capitalista, que impõem a ciranda financeira que, por seu turno, valoriza o capital e desmerece o trabalho, têm algo de selvageria, e será, invariavelmete, prejudicial ao progresso coletivo, facilitando, de forma perversa, o hiperenriquecimento de uns poucos.

Embora sejamos conscientes de que muitas criaturas se acham no mundo actual nos compromissos de pesados resgates, não se pode silenciar, de maneira cobarde, diante dos que se transformam em peças do escândalo ou braço não requisitado da Justiça de Cima.

Acompanhe-se, na Terra, o processo escorchante de vida imposto a muitas sociedades, significando gritantes contextos de violência, a exigir, das autoridades constituídas do mundo político-económico, a necessária correcção do passo, pelo reordenamento da economia, permitindo que os indivíduos possam ganhar a vida com dignidade, longe dos fantasmas criados pelo desemprego, costumeiramente nomeados de criminalidade, prostituição, drogadicção... violência.


N.B.: Aconselhamos a LEITURA integral destes textos no livro abaixo mencionado.

Todos os Direitos Autorais Reservados:
IN: JUSTIÇA e AMOR
pelo espírito Camilo
Psicografia: J. Raúl Teixeira Editora : Editora Frater

Niterói - RJ - Brasil 1997

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Muitas formas de CANCROS, têm sua génese no comportamento moral



Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com cancro de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo).
Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o cancro se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.

Outro caso instigante é o das duas gémeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo. O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. "Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm cancro é inimaginável", afirmou a mãe das meninas. "Você fica pensando o que fez para merecer isso".

Cancro, é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinónimo genérico das neoplasias malignas.
Há mais de cem tipos diferentes de cancro, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.

Diferentemente do cancro em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do cancro pediátrico.
Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do cancro infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos.

Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o cancro é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil.
Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009.
O agravante é que o cancro, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).
Será o cancro, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito?

Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de cancro e por 70% do total de mortes.

Os cancros por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.

A experiência corrobora, pois, que o cancro é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações.
A criança de hoje foi o adulto de antanho.
“O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1)

“Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura;
os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo;
os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos quistos pulmonares;
os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil;
os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo;
e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)

“A cura para o cancro não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee.
Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com cancro, porque um tumor não é igual ao outro.
Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes.
Em verdade, "todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4)

Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.

Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o cancro:
As estatísticas demonstram grande incidência de cancro no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cancros têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.
“O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5)
O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigénio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cancros físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida” (6)

Falando sobre doença cármica, “o cancro pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.

Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso.
"Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (...), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, consequentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7)
Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo cancro ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8)

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença.
Isso influenciará no sistema imunológico.
Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus,
pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com


Fontes:
(1) Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos , ditado pelo espírito André Luis 15ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997.
(2) Xavier Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, Rio de Janeiro: 11ª Edição Ed. FEB - (Mensagem psicografada por em reunião pública de 03/07/1959)
(3) Transcrita em um caderno especial na Folha de São Paulo de 4 de novembro de 1999
(4) Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000
(5) Franco, Divaldo. Receita de Paz, ditado pelo espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 1999
(6) FRANCO, Divaldo Pereira. O Ser Consciente, Bahia, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1993
(7) Artigo "Uma Visão Integral do Homem", Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo, disponível no site http://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006
(8) Xavier Francisco Cândido e Vieira Waldo. Leis de Amor, São Paulo: Edição FEESP, 1981
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TRAGÉDIA COLETIVA NO RIO DE JANEIRO ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO

Com o desequilíbrio ambiental (aquecimento global) em pleno verão, chuvas violentas são consequentes, e a tragédia das enchentes, dos desabamentos, dos desabrigados, se repetem, variando apenas o número de mortos e desaparecidos em decorrência desse fenómeno. Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, têm ocupado vasto espaço no noticiário, comovendo-nos mediante tantas vidas destruídas.
Nesses episódios, as imagens midiáticas, virtuais ou impressas, mostram-nos, com colorido forte, as tintas do drama de inúmeros estragos, enquanto a população recolhe o que sobrou e chora seus mortos.

Muitos ficam em estado de extrema revolta contra tudo e todos, mas não nos esqueçamos que nos Estatutos de Deus não há espaço para injustiças, razão pela qual os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa.
A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de aperfeiçoamento.


A Lei de causa e efeito ainda é coisa obscura para a humanidade, principalmente para aquelas pessoas que vivenciam a tragédia.
Aquele que vê sua família dizimada dificilmente raciocinará;
ele simplesmente não compreenderá os motivos para isso, porque não consegue ver que causas poderiam levar a tamanha perda e na forma como ocorre.
É um momento de desespero, em que a visão se turva e não se é capaz de pensar em outra coisa que não seja a “injustiça”, embora que no plano espiritual o processo esteja ocorrendo de outra forma, com a harmonia da Lei Maior.

Nesses tristes fatos é comum emergir a indagação clássica:

Qual a finalidade desses acidentes, que causam a morte conjunta de várias pessoas?

Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações?

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas indefesas?

Os Espíritos elucidam a questão afirmando que
"as expiações e/ou as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do homem, desde que sejam aceitas por amor a Deus".(1)

Encarando, porém, a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação, não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas.

Nos casos tão dramáticos ocorridos nas serras “cariocas”, encontraremos uma justificativa plausível para os respectivos acontecimentos, se analisarmos atentamente as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nessas tragédias, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma Allan Kardec, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.

Todos os que pereceram nessas circunstâncias carregavam na alma motivos para se ajustarem com a Lei Divina, a fim de amortizar seus débitos com a indefectível e transcendente Justiça, encontrando aí a oportunidade sublime do resgate libertador.
“Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.”.(2)

Naturalmente a Lei é para todos nós.
Emmanuel lembra que “quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
E antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até porque dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida.

Conforme ensinou Pedro, “o Amor cobre uma multidão de pecados”(3), portanto, podemos resgatar, através da prática do Bem, o equívoco praticado em outras instâncias.

De fato! Engendramos a culpa e nós mesmos movemos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências.
E Deus se vale dos nossos esforços e compromissos de resgate e reajuste a fim de direcionar-nos a estudos e progressos invariavelmente mais amplos no que tange à nossa segurança psíquica.
É por essa razão que, de todas as tragédias humanas, nos retiramos com mais experiência e mais luz na mente e no coração, para defender-nos e valorizar a vida.

A situação no Rio é comovedora, como sinistro foi o terremoto no Haiti, o tsunami na Ásia.

Ainda aqui, Emmanuel esclarece: “lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.”(4)

Inobstante, para o encarnado comum esse argumento emmanuelino não fazer muito sentido.

Diante de tantos e lúcidos esclarecimentos dos Benfeitores, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua ação, exatamente com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade, e por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-nos-emos inexoravelmente com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirmos, com a máxima proferida pela sabedoria popular:

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Jorge Hessen
SITE:
http://jorgehessen.net

Referências:

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989
(2) Kardec, Allan. Obras Póstumas, RJ: Ed Feb, 1993, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo:

Questões e problemas
(3) I Pedro, 4:8
(4) Xavier, Chico. Mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, reunião pública,

na noite de 28 de fevereiro de 1972, em Uberaba, Minas Gerais

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

APOMETRIA NÃO É ESPIRITISMO

O médico carioca residente em Porto Alegre Dr. José Lacerda desde os anos 50, espírita que era então, começou a realizar numa pequena sala do Hospital Espírita de Porto Alegre chamada A Casa do Jardim, atividades mediúnicas normais.
Com o tempo ele recebeu instruções dos espíritos e realizou investigações pessoais que desaguaram em um movimento ao qual ele deu o nome de Apometria.
Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria porque eu não sou apometra, eu sou espírita o que posso dizer é que a apometria, segundo os apometras, não é espiritismo.
Porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de O Livro dos Médiuns. Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a apometria, mas segundo os livros que tem sido publicados, a apometria, segundo a presunção de alguns, é um passo avançado do movimento Espírita no qual Allan Kardec estaria ultrapassado. Allan Kardec foi a proposta para o século XIX e para parte do século XX e a apometria é o degrau mais evoluído no qual Allan Kardec encontra-se totalmente ultrapassado. Tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto.
Na prática e nos métodos de libertação dos obsessores a violência que ditos métodos apresenta, a mim, a mim pessoalmente me parecem tão chocantes que fazem recordar-me da lei de Talião que Moises suavizou com o código legal e que Jesus sublimou através o amor.
Quando as entidades são rebeldes os doutrinadores depois de realizarem uma contagem cabalística ou de terem o gestual muito específico expulsam pela violência esse espírito para o magma da Terra, a substância ainda em ebulição do nosso planeta. O colocam em cápsulas espaciais e disparam para o mundo da erraticidade. Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo misericórdia e apoio na minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, eu renegaria àquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão. Ou se me mandasse numa cápsula espacial para que fosse expulso da Terra. Com qual autoridade? Quando Jesus disse que o seu reino é dos miseráveis. Na parábola do Festim de Bodas, ele manda buscar os mendigos, aqueles que estão nos lugares escabrosos já que os eleitos recusaram e mataram os seus embaixadores.
A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com espiritismo. Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós realizarmos dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade.
A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar onde toda experiência nova vai colocada em execução. Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases Kardequianas e ao conhecerem-nas nunca vivenciaram para terem certeza, seria desmentir todo material revelado pelo mundo espiritual nestes 144 anos de codificação, no Brasil e no mundo, pela mediunidade incomparável de Chico Xavier, as informações que vieram por esse médium impar, pela notável Yvone do Amaral Pereira, por Zilda Gama, por tantos médiuns nobres conhecidos e nobres desconhecidos no seu trabalho de socorro.
Então se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture para não confundir. A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. Poderia haver alguém mais cruel do que o jovem Saulo de Tarso? Ele havia assassinado Estevão a pedradas, havia assassinado outros, e foi a Damasco para assassinar Ananias. Jesus não o colocou numa cápsula espacial e disparou para o infinito. Apareceu a ele! Conquistou-o pelo amor: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Pode haver maior ternura nisso? E ele tomado de espanto perguntou: "Que é isto?" "- Eu sou Jesus, aquele a quem persegues". E ele então caiu em sí. Emmanuel usa esta frase: E caindo em si, quer dizer aquela capa do ego cedeu lugar ao encontro com o ser profundo, caindo em si. Ele despertou, e graças a ele nós conhecemos Jesus pela sua palavra, pelas suas lutas, pelo alto preço que pagou, apedrejado várias vezes até ser considerado morto, jogado por detrás dos muros nos lugares do lixo, dos dejetos ele foi resgatado pelos amigos e continuou pregando.

Então os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio. Coloquemo-nos no lugar deles. Que sejas como conosco quando nós éramos maus e ainda somos aqui com nós. Basta que alguém nos pise no calcanhar ou nos tome aquilo que supomos que é nosso, para ver como irrompe a nossa tendência violenta e nós nos transformamos de um para outro momento.

Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudocientíficos. Não temos nada. Mas como espíritas, nós deveremos cuidar da proposta Espírita. E da minha condição de Espírita exercendo a mediunidade a mais de 54 anos, os resultados têm sido todos colhidos da árvore do amor e da caridade. Não entrarei no mérito dos métodos, que são bastante chocantes para a nossa mentalidade espírita, que não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados comportamentos, porque a única força é aquela que vem de dentro. Para esta classe de espíritos são necessários jejum e oração.

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IN:
Atendimento fraterno, atendimento amoroso com os nossos irmãos em desajustes.

Para a reflexão sobre o tema.
Autor: Divaldo Pereira Franco

(Transcrito do programa Presença Espírita, da Rádio Boa Nova, a partir de palestra de Divaldo Pereira Franco, em agosto de 2001)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.
Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?
Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.
Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.
Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.
Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?
É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.
Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.
Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.
Não há colheita sem plantação.
Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar alguma coisa do nosso esforço.

Livro: Pai Nosso
Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier

IN: http://www.luzdafraternidade.blogspot.com/

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