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domingo, 3 de julho de 2016

A Oração




A ORAÇÃO
A seara exuberante de grãos e de frutos se distende ante as suas necessidades; contudo, para que dela se aproveite, você terá que cozer os grãos e preparar os pomos, a fim de utilizá-los devidamente.

A chuva benfazeja derrama-se sobre larga faixa terrestre, trazendo o amparo dos céus à fertilidade do chão e à manutenção das fontes. Mas, se você pretende dela valer-se, é preciso construir a calha conveniente ou providenciar o pote que a possa recolher.

O ar refrescante diminui a canícula, bem como felicita a natureza com lufadas de bonança. Entretanto, somente respirando compassadamente, você poderá beneficiar-se dessa dádiva.

Pensando desse modo, vemos que as bençãos do Criador, sob forma de energias balsâmicas e equilibrantes, se espalham sobre todas as Suas criaturas; porém, para que você possa ser dulcificado por essa benesse torna-se necessário unir-se, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.

Deus a todos concede o Seu amor; entrementes, você não se beneficiará com excelentes resultados, se, dotado de razão e de lucidez, não aprendeu a orar. ORAÇÃO é ponte de ligação entre a Terra e o Céu, entre o micro e o macro, entre os filhos e o Pai.

Todos suspiramos por saúde, nutrição, amor e paz. DEUS é a Fonte Suprema de tudo isso. Nele é que tudo encontramos.

Não se esqueça de manter esse luminoso diálogo.
ORE. pois!
Fonte:            Rosângela
Autor Espititual:      Rosângela Costa Lima
Psicografada por:   Médium: J. Raúl Teixeira

ORA E VEM
Depois da prece doce em teu recanto,
Onde a luz do conforto surge, acesa,
Vem ouvir os gemidos de tristeza
Da miséria que a noite afoga em pranto.

Contemplarás velhinhos de alma presa
Às algemas de angústia e desencanto
E crianças que o frio envolve, enquanto
Mães fatigadas tremem de incerteza...

Ora e traz o consolo que te invade
Por chama de alegria e caridade,
Onde espinhos e lágrimas divises!...

E entenderás na fé viva e sincera
Que a presença de Cristo nos espera,
Entre as chagas dos grandes infelizes.


Fonte: LIVRO: "Auta de Souza"
Autor Espititual: Auta de Souza
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 31 de março de 2012

Prece do Anjo Ismael


"Nenhum espírito avança para a luz sem conduzir dificuldades
enleadas nos pés..." Joanna de Ângelis


Glória a Deus nas alturas, paz aos homens na Terra!

Jesus, bom e amado Mestre, sustenta os teus humildes irmãos pecadores nas lutas deste mundo.

Anjo bendito do Senhor, abre para nós os teus compassivos braços;
abriga-nos do mal, levanta os nossos espíritos à Majestade do teu reino, e infunde em todos os nossos sentidos a luz do teu imenso amor.

Jesus, pelo teu sublime sacrifício, pelos teus martírios na Cruz, dá, a esses que se acham ligados ao pesado fardo da matéria, orientação perfeita do caminho e da virtude, o único pelo qual podemos Te encontrar.

Jesus, paz a eles, misericórdia aos nossos inimigos e recebe em teu seio bendito a prece dos últimos dos teus servos.

Bendita Estrela, Farol das imortais falanges, purifica-nos com Teus raios Divinos;
lava-nos de todas as culpas, atrai-nos para junto do teu seio, santuário bendito de todos os amores.

Se o mundo com seus erros, paixões e ódios, alastra o caminho de espinhos, escurecendo o nosso horizonte com as trevas do pecado, rebrilha mais com Tua Misericórdia, para que seguros e apoiados no Teu Evangelho, possamos trilhar e vencer as escabrosidades do carreiro e chegar às moradas do Teu Reino.

Amiga Estrela, Farol dos pecadores e dos justos, abre Teu seio Divino e recebe a nossa súplica pela Humanidade inteira.

Fonte: LIVRO: "PRECES ESPÍRITAS"
Autor Espiritual: Caibair Schutel

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Velho Argumento

Velho Argumento
" E aduzindo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz:
   - Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar. "
                                Actos, 26:24

É muito comum lançarem aos discípulos do Evangelho a falsa acusação de loucos que lhes é imputada pelos círculos cientificistas do século.


O argumento é velhíssimo por parte de quantos pretendem fugir à verdade, complacentes com os próprios erros.


Há trabalhadores que perdem valioso tempo, lamentando que a multidão os classifique como desequilibrados.

Isto não constitui razão para contendas estéreis.


Muitas vezes, o próprio Mestre foi interpretado por demente e os apóstolos não receberam outra definição.


Numa das últimas defesas, vemos o valoroso amigo da gentilidade, ante a Corte Provincial de Cesareia, proclamando as verdades imortais de Cristo Jesus.


A assembléia toca-se de imenso assombro.


Aquela palavra franca e nobre estarrece os ouvintes.


É aí que Pórcio Festo, na qualidade de chefe dos convidados, delibera quebrar a vibração de espanto que domina o ambiente.


Antes, porém, de fazê-lo, o argucioso romano considerou que seria preciso justificar-se em bases sólidas.


Como acusar, no entanto, o grande convertido de Damasco, se ele, Festo, lhe conhecia o caráter íntegro, a sincera humildade, a paciência sublime e o ardoroso espírito de sacrifício?


Lembra-se, então, das “muitas letras” e Paulo é chamado louco pela ciência divina de que dava testemunho.


Recorda, pois, o abnegado batalhador e não dispenses apreço às falsas acusações de quantos te provoquem ao abandono da verdade.


O mal é incompatível com o bem e por “poucas letras” ou por “muitas”, desde que te alistes entre os aprendizes de Jesus, não te faltará o mundo inferior com o sarcasmo e a perseguição.


Fonte: LIVRO: Pão Nosso
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Chico Xavier

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No Livro: ESE  - CAP.XVII - SEDE PERFEITOS
Lêr : item 11 - Cuidar do corpo e do espírito

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sábado, 22 de outubro de 2011

A violência da Fome - Espir.CAMILO


.:: IN: JUSTIÇA e AMOR - cap. II - PENAS e RECOMPENSAS ::.

- 2. A violência da fome
Espírito: CAMILO
Psicografia : J. Raúl Teixeira

2. A violência da fome

Uma das perturbantes consequências do desemprego é, sem contestação, a fome.

Não tendo do que lançar mão, honestamente, para prover as necessidades básicas, o indivíduo, com sua família, muitas vezes se achará presa de ideações infelizes que o poderão conduzir a experiêcias tortuosas, uma vez que a fome não conhece moralidade.

No vasto território das violências contra a humanidade, a fome se apresenta como o grande e cruel carrasco, apta a depauperar e adoecer gerações inteiras, promovendo desde raquitismo a deficiências intelectuais por causa da incapacidae neuronial que se vai estabelecendo com a falta de nutrição exigida pelas primeiras idades da criança.

Transtorna a consciência humana, contudo, a identificação dos quadros de fome num mundo onde se desperdiça onde as demandas de preços que se pratica nos mercados das trocas determinam que se deve atirar fora ou atear fogo às inumeráveis quantidades de produtos, que não logram obter os preços nos níveis desejados, sem qualquer pensamento dirigido às comunidades esfaimadas, deserdadas e humilhadas.

Queimam-se cereais e a preciosa rubiácea ou, simplesmente, deixam-nos deteriorar em depósitos, por não encontrarem preços compatíveis com os interesses dos produtores.

Lançam-se às águas dos rios litros e litros de leite, pela insatisfação dos pecuaristas que os produzem.

Incineram-se toneladas de carne, ou transformam-nas em rações para animais, porque ficaram em stock anos a fio, tornando-se, por isso, imprestáveis ao consumo humano. Por descaso, imperícia ou pelo motivo que for, são processos sempre comandados pelo egoísmo.

E o denominado lixo rico das metrópoles? Centenas e centenas de quilogramas de alimentos intactos atirados fora em virtude do espírito consumista que adquire mas não utiliza, e também não transfere a outras mãos. Obras do egoísmo.

Enquanto o espítito perdulário avança em seu institivo desmando, contemplam-se o desfile dos famintos que disputam com os animais, nas lixeiras, a sobrevivência diária, chegando muita gente ao ponto de se socorrer de dejetos corrompidos, para não sucumbir, de vez, na agonia e desamparo que a soterram.

Em O Livro dos Espíritos , quando o Codificador pergunta sobre os que monopolizam os bens da Terra em prejuízo daqueles a quem falta o necessário, os Luminares Espirituais afirmam que esses tais responderão pelas privações que hajam feito alguém experimentar, e que são espíritos que desconhecem a lei de Deus. (Kardec, LE. perg. 717)

Allan Kardec, no seu lúcido comentário sobre a questão, diz que "os que vivem às custas das privações alheias, que exploram os benefícios da civilização em seu próprio proveito, não têm da civilização senão o verniz..." , o que não reflete outra coisa senão um horrendo panorama de violência.

N.B.: Aconselhamos a LEITURA integral destes textos no livro abaixo mencionado.

Todos os Direitos Autorais Reservados:
IN: JUSTIÇA e AMOR
pelo espírito Camilo
Psicografia: J. Raúl Teixeira
Editora : Editora Frater
Niterói - RJ - Brasil 1997

segunda-feira, 18 de abril de 2011

REMÉDIO

Remédio para as Almas - Bezerra de Menezes

Antigamente, em época não muito remota, o ser humano vivia relativamente pouco. Não havia a bênção do antibiótico, tínhamos que tratar com parcos recursos as enfermidades.

Era, às vezes, o quinino o que mais nós usávamos, e trazia tantas descobertas que para nós eram tão atuais: o carro, o telefone, o telégrafo, tanta coisa importante.

E, no entanto, pensávamos na Medicina, tão pouco adiantada. Hoje, a medicina aí está, avançando a largos passos.

Cada dia, uma descoberta nova e, no entanto a idade média de grande número das pessoas que partem está na faixa de trinta anos., Por que? Acidentes e acidentes, partidas violentas em “overdose”.

O número daqueles que chegam à idade avançada, para nós do plano espiritual, que observamos o mundo de cima, é muito menor do que aqueles que aportam muito antes, por antecipação, por não cumprimento do traçado cármico de suas vidas.

Lamentavelmente, os jovens estão partindo em larga escala para o plano espiritual. Não chegam a atingir a idade madura, pela insensatez, pelos princípios tão inferiores dolorosamente abraçados, pela falta de objetivos cristãos, pela imaturidade, pela viciação. E nós perguntamos:

“Quando será que aprenderão a servir a si mesmos servindo ao próximo?

Quando aprenderão a valorizar a saúde, a bênção da vida, a bênção de ter um corpo perfeito?

Por que tantos têm que ser aprisionados em leitos de deformações físicas pelos acidentes cada vez mais constantes? Por que essa velocidade na estrada?

Por que essa velocidade imensa, buscando a morte”? Fala-se à juventude, mostram-se espetáculos dantescos, diante dos olhos dos jovens desfilam cenas e cenas dolorosas, mas nem assim eles se previnem...

E colônias e colônias são abertas para colher esses farrapos espirituais que, na verdade, foram rapazes e moças belos, cheios de juventude, de inteligência.

Para onde vai caminhando o nosso mundo? Lamentavelmente, nós temos que ver, sentir e prever o pior...

Por isso, meus filhos, aquele que é cristão, o quanto puder divulgue a página esclarecedora, divulgue o livro que é um alimento completo, um banquete de luz, divulgue as palavras sensatas, os exemplos dignificantes, pratique a caridade. Não se deixem cansar pela ociosidade dos outros, porque aquele que está trabalhando encontrará sempre alguém para pedir: “DÊ-me a sua enxada.

Deixe eu encostá-la ali para você descansar.” Esses são os que mais devem e são os que menos fazem. Meus filhos, privilegiados vocês são e serão sempre, quando escolherem a melhor parte, que é a parte do bem, a parte da luz, a parte da renúncia e do amor. Porque o que mais ouvimos é gritarem pelos quatro rincões da Terra: “Senhor, Senhor!” Tantas seitas, tantas religiões de corações vazios e mãos vazias.. Vocês preencham o coração e transbordem as mãos no trabalho caritativo, porque Deus é por todos vocês!

IN: Espiritismo na Rede

quinta-feira, 31 de março de 2011

Aos Anjos guardiães e aos Espíritos protectores



P R E C E

Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me sustentem sem desfalecer.


Faz, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e caridade; que sejam para mim um amparo, uma inspiração e um testemunho da Tua misericórdia.
Faz, enfim, que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

REERGUEI-VOS!

Filhos,reerguei-vos da queda em que,inadvertidamente,vos arrojastes.

Não permaneçais estirados no chão do desespero e da inércia, aguardando que mãos anónimas e abnegadas tomem por vós a decisão que vos compete de prosseguir caminhando com os próprios pés.
Levantai-vos e continuai, vacilantes embora.
Reconsiderai a trajectória e acautelai-vos contra possíveis novas quedas.
Mantendo-vos o tempo todo vigilante senão vos descureis um só instante da armadilha traiçoeira de vossas mazelas.
Apoiai-vos nos encargos que vos cabe cumprir, em relação ao próximo, e não vos concedais excessivo tempo nas necessidades pessoais.

Esquecei-vos, quanto puderdes,nas tarefas do bem.
Se magoastes o coração de alguém, não hesiteis em lhe pedir perdão sucessivas vezes, porquanto, se temos a obrigação de perdoar setenta vezes sete a quem nos ofenda, caso sejamos nós os algozes, peçamos às nossas vítimas um perdão ilimitado através de nossas atitudes de regeneração.

A verdade, não vos esqueçais disto, nunca está do lado de quem acusa e fere.

Humilhados por aqueles que vos conheçam os pontos vulneráveis da personalidade, aprendei a contar com a Compaixão Divina que vos ama como sois e não vos aponta o dedo em riste.

Sobre a Terra, a cavaleiro da situação que examina, não há quem possa censurar ninguém ou atirar a primeira pedra.

Por certo, na jornada que cumprimos, muitos tropeços ainda nos esperam, todavia não nos seja isto pretexto para contemporizarmos com o mal ou exercermos excessiva tolerância em causa própria, nos equívocos que perpetramos.

Filhos, que o Senhor vos abençoe e vos fortaleça.

Não olvideis que, se os homens são faltos de misericórdia para com os seus irmãos em Humanidade, Deus não se nega ao perdão a nenhum de seus filhos, mas concede sempre aos que se revelam mais débeis dentre eles a bênção do recomeço no clima da lição.

BEZERRA DE MENEZES
IN: Coragem da Fé

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ORAÇÃO pelos ENTES QUERIDOS

Senhor Jesus! Concedeste-nos os entes queridos, por tesouros que nos emprestas. Ensina-nos a considera-los e aceita-los em suas verdadeiras condição de filhos de Deus, tanto quanto nós, com necessidades e esperanças semelhantes às nossas. Faze-nos, porém, observar que aspiram a gêneros de felicidade diferente da nossa e ajuda-nos a não lhes violentar os sentimentos, em nome do amor, no propósito inconsciente de escraviza-los aos nossos pontos de vista.

Quando tristes, transforma-nos em bênçãos capazes de apóia-los na restauração da própria segurança e quando alegres ou triunfantes nos ideais que abraçam, não nos deixes na sombra do egoísmo ou da inveja, mas ilumina-nos o entendimento para que lhes saibamos acrescentar a paz e a esperança.

Conserva-nos no respeito que lhes devemos, sem exigir-lhes testemunhos de afeto ou de apreço, em desacordo com os recursos de que disponham. Auxilia-nos a sermos gratos pelo bem que nos fazem, sem reclamar-lhes benefícios ou vantagens, homenagens ou gratificações que não nos possam proporcionar.

Esclarece-nos para que lhes vejamos unicamente as qualidades, ajudando-nos a nos determos nisso, entendendo que os prováveis defeitos de que se mostrem ainda portadores, desaparecerão no amparo de tuas bênçãos. E, se algum dia, viermos a surpreender alguns deles, em experiências menos felizes, dá-nos a força de compreender que não será reprovando ou condenando que lhes conquistaremos os corações, mas sim entregando-os a ti, através da oração, porque apenas tu, Senhor, podes sondar o íntimo de nossas almas e guiar-nos o passo,
para o reequilíbrio nas Leis de Deus.


Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

IN: SENDA de LUZ - PRECES

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Escola Santa - Jesus Gonçalves

É meu desejo afirma-vos
Devedor que tenho sido
Que a lepra não vem a nós
Sem ter um justo sentido.


Segundo as lições da terra
Que a verdade nos aponta,
A nossa vida até hoje,
É de existências sem conta.


Muitas vezes renascendo,
Quis ser alto, chefe ou rei,
Exterminei multidões,
Rasgando normas de lei.


Por séculos fui assim,
orgulho vão que se expande,
Domínio da crueldade
Na mania de ser grande.


Até que um dia cansado
De ser déspota violento,
Pedi a Deus me prendesse,
Na cela do sofrimento...


Dos céus chegou-me a resposta:
Teria eu doce cruz...
Renascendo, minha mãe
Quis chamar-me por Jesus.


Para esquecer o passado
E elevar o coração,
Tive um reino de feridas
E um trono de solidão.


Sofri e chorei, entretanto,
Ante o Mestre Nazareno
Tenho agora a Santa Lepra
Que me ensina a ser pequeno.


(Estradas e Destinos- Francisco Cândido Xavier)

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domingo, 4 de abril de 2010

Maus tratos

Com relativa frequência se tem notícias de maus tratos infligidos por adultos a crianças.

Não nos referimos àqueles de tal monta que requerem atendimento médico especializado, quais sejam, queimaduras graves, espancamentos e prisões domiciliares, que decorrem de pessoas doentes.

Referimo-nos ao que se vê, transitando pelas ruas, a passeio, em clubes, cinemas, parques de diversão, shoppings.

São mães que conduzem a criança pela mão, sem se aperceberem que o pequeno tem menor estatura que elas, que o bracinho dele fica suspenso, em incômoda posição, que lhe deve causar desconforto e com certeza, dor.

Esquecem-se, igualmente, de que as pernas do pequerrucho não são tão longas quanto as suas, adultas, e não buscam diminuir o passo.

Ao contrário, o filho é que deve andar quase a correr, para acompanhar as largas passadas da mãe.

Quando a criança tropeça é suspensa pelo braço, de forma brusca, como se o membro infantil não apresentasse fragilidade, desmerecendo cuidados.

Alguns adultos tomam os filhos, dizendo que os levarão a passear, mas na verdade o que tais adultos têm em mente é apenas levarem as crianças e fazerem o que eles querem.

Param quando se sentem cansados ou encontrem um amigo para conversar, sem jamais indagarem das crianças o que elas desejam.

Por isso, quando os pequeninos se detêm, admirados, ante uma vitrina cheia de brinquedos ou de gravuras coloridas, ou um animal que passa, são de imediato arrancados de sua observação, aos puxões.

De outras vezes, em plena rua, perante os transeuntes, levam palmadas violentas na cabeça, nos braços, na boca, acrescidas de adjetivos depreciativos, por estarem a olhar, descuidadas para algo ou alguém e baterem o rosto no poste, tropeçarem ou caírem.

Quando assim procedemos, estamos nos esquecendo de que, vez ou outra, fazemos exatamente a mesma coisa.

Além do que, demonstramos o pouco ou nenhum conhecimento em matéria de psicologia, não recordando que a criança agredida se sente menosprezada, humilhada, fato que a marcará de maneira indelével.

Toda agressão moral ou física que sofre lhe marca a ferro e fogo a personalidade.

Não será de nos admirarmos se, com tais tratamentos, os rebentos de hoje retribuírem no amanhã de idêntica forma a quem se lhes aproxime, desde que, sendo um caráter em processo de educação, absorvem o que veem, sentem e padecem.

Repensemos nossos posicionamentos, pois que para se ensinar a conjugação dos verbos amar, acarinhar, aconchegar, é imperioso exemplificar.

Todas as palavras que não encontram sólido apoio nos atos são vazias, sem valor para a formação de outrem.

Jesus, o Divino Modelo, fez-Se criança e Se entregou aos cuidados de José e Maria, graças a cujos desvelos pôde chegar à adolescência, à juventude e, como Homem Integral, nos deixar Sua mensagem imorredoura de amor.

À semelhança Dele, os Espíritos que nascem como nossos filhos, buscam o melhor de nós para darem, no futuro, o melhor de si mesmos.

* * *

Os filhos são bênçãos que nos chegam. Alguns deles são como pedras brutas para a lapidação. Se fizermos a nossa parte, poderemos seguir tranquilos na direção do futuro e de Deus, o Excelso Pai de todos nós.

Redação do Momento Espírita,
com pensamento final extraído do verbete Filhos, d
o livro Repositório de sabedoria, v. 1,
pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco,
ed. Leal.
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sábado, 6 de março de 2010

Os 10 Passos para a Tranquilidade

Os 10 Passos para a Tranquilidade


1 - Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.

2 - Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3 - Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço,
é um cadáver que pensa.

4 - Faça o bem quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.

5 - Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6 - Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7 - Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu os que se avizinham da morte.

8 - Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.

9 - Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da própria casa.
Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.

10 - Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário,
a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores,
mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.

André Luiz / Chico Xavier