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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A MARIA



Eis-nos, Senhora, a pobre caravana
Em fervorosas súplicas, reunida,
Implorando a piedade, a paz e a vida,
De vossa caridade soberana.

Fortalecei-nos a alma dolorida
Na redenção da iniqüidade humana,
Com o bálsamo da crença que promana
Das luzes da bondade esclarecida.


Providência de todos os aflitos,
Ouvi dos Céus, ditosos e infinitos,
Nossas sinceras preces ao Senhor...

Que a vossa caravana da verdade,
Colabore no bem da Humanidade,
Neste banquete místico do amor.

Fonte: LIVRO: "A Luz da Oração" - Espíritos Diversos
Ditado pelo Espírito : Bittencourt Sampaio
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 4 de abril de 2010

Maus tratos

Com relativa frequência se tem notícias de maus tratos infligidos por adultos a crianças.

Não nos referimos àqueles de tal monta que requerem atendimento médico especializado, quais sejam, queimaduras graves, espancamentos e prisões domiciliares, que decorrem de pessoas doentes.

Referimo-nos ao que se vê, transitando pelas ruas, a passeio, em clubes, cinemas, parques de diversão, shoppings.

São mães que conduzem a criança pela mão, sem se aperceberem que o pequeno tem menor estatura que elas, que o bracinho dele fica suspenso, em incômoda posição, que lhe deve causar desconforto e com certeza, dor.

Esquecem-se, igualmente, de que as pernas do pequerrucho não são tão longas quanto as suas, adultas, e não buscam diminuir o passo.

Ao contrário, o filho é que deve andar quase a correr, para acompanhar as largas passadas da mãe.

Quando a criança tropeça é suspensa pelo braço, de forma brusca, como se o membro infantil não apresentasse fragilidade, desmerecendo cuidados.

Alguns adultos tomam os filhos, dizendo que os levarão a passear, mas na verdade o que tais adultos têm em mente é apenas levarem as crianças e fazerem o que eles querem.

Param quando se sentem cansados ou encontrem um amigo para conversar, sem jamais indagarem das crianças o que elas desejam.

Por isso, quando os pequeninos se detêm, admirados, ante uma vitrina cheia de brinquedos ou de gravuras coloridas, ou um animal que passa, são de imediato arrancados de sua observação, aos puxões.

De outras vezes, em plena rua, perante os transeuntes, levam palmadas violentas na cabeça, nos braços, na boca, acrescidas de adjetivos depreciativos, por estarem a olhar, descuidadas para algo ou alguém e baterem o rosto no poste, tropeçarem ou caírem.

Quando assim procedemos, estamos nos esquecendo de que, vez ou outra, fazemos exatamente a mesma coisa.

Além do que, demonstramos o pouco ou nenhum conhecimento em matéria de psicologia, não recordando que a criança agredida se sente menosprezada, humilhada, fato que a marcará de maneira indelével.

Toda agressão moral ou física que sofre lhe marca a ferro e fogo a personalidade.

Não será de nos admirarmos se, com tais tratamentos, os rebentos de hoje retribuírem no amanhã de idêntica forma a quem se lhes aproxime, desde que, sendo um caráter em processo de educação, absorvem o que veem, sentem e padecem.

Repensemos nossos posicionamentos, pois que para se ensinar a conjugação dos verbos amar, acarinhar, aconchegar, é imperioso exemplificar.

Todas as palavras que não encontram sólido apoio nos atos são vazias, sem valor para a formação de outrem.

Jesus, o Divino Modelo, fez-Se criança e Se entregou aos cuidados de José e Maria, graças a cujos desvelos pôde chegar à adolescência, à juventude e, como Homem Integral, nos deixar Sua mensagem imorredoura de amor.

À semelhança Dele, os Espíritos que nascem como nossos filhos, buscam o melhor de nós para darem, no futuro, o melhor de si mesmos.

* * *

Os filhos são bênçãos que nos chegam. Alguns deles são como pedras brutas para a lapidação. Se fizermos a nossa parte, poderemos seguir tranquilos na direção do futuro e de Deus, o Excelso Pai de todos nós.

Redação do Momento Espírita,
com pensamento final extraído do verbete Filhos, d
o livro Repositório de sabedoria, v. 1,
pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco,
ed. Leal.
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domingo, 7 de março de 2010

Lei do Amor

Você sabe definir com exatidão o que é a palavra caridade?

Para muitos, ela significa a ajuda material a quem necessita. Sem dúvida este é o modo de aliviar, mesmo que temporariamente, a fome, a sede, as necessidades básicas de inúmeras criaturas.

Muitos de nós talvez tenhamos despertado para a caridade através da ajuda material, frequentemente doando o que nos é supérfluo. Mas ela não se restringe a isto.

Um dos mais conhecidos dicionários da língua portuguesa define caridade como o amor que move nossa vontade na busca do bem do outro.

Inúmeras obras da Doutrina Espírita nos falam da necessidade de se doar, de coração, a outras pessoas. E essa doação se faz em vários níveis. Há, inclusive uma frase que nos diz: Fora da caridade não há salvação.

Lembremos da parábola do samaritano, que Jesus contou em resposta ao doutor da lei que lhe perguntou quem era o seu próximo.

Um homem fora vítima de assaltantes em uma estrada, e ficara muito ferido, sem sentidos e abandonado. Dois viajantes o viram, mas nada fizeram.

Passava, então, pela estrada, um habitante da região da Samaria, que, por tal razão, era desprezado pelo povo judeu, do qual o homem ferido fazia parte.

O samaritano, ao se deparar com o ferido, interrompeu sua viagem e o atendeu, movido por profunda compaixão. Limpou suas feridas, lhe fez curativos e, colocando-o no lombo de seu animal, o levou a uma hospedaria.

Ali, tratou de cuidar do desconhecido por uma noite. Na manhã seguinte, tendo de seguir viagem, pagou adiantado ao dono da hospedaria para que esse mantivesse o ferido até que se recuperasse.

Fez ainda mais: prometeu que, se houvessem gastos além do que adiantara, ele pagaria quando retornasse ao local. E seguiu viagem.

Ora, esse homem não doou apenas seu dinheiro. Doou seu tempo, atenção, amor. Sabia que não poderia deixar a ajuda para a volta da viagem, ou seria tarde. Não sabia sequer o nome do homem a quem ajudara. Apenas sabia ser seu irmão.

É esta a verdadeira caridade da qual nos fala Jesus. É a forma de autodoação, de anulação do egoísmo, de libertação do próprio ego.

A parábola nos fala da ajuda a um desconhecido, em uma situação extrema. Mas, a mensagem que ela nos traz é muito ampla.

Muitas vezes as pessoas que precisam de nossa caridade estão muito próximas de nós, por vezes em nosso próprio convívio familiar.

O filho com problemas de aprendizado e que precisa tanto de toda a nossa atenção; o irmão que não segue o caminho do bem e que anseia por nosso amparo e perdão para retornar ao seio da família.

O pai com dificuldades materiais que necessita de nosso auxílio neste momento difícil, a mãe adoentada que espera por nossos cuidados, e tantos outros que aguardam por um carinho, por uma palavra de compreensão.

* * *

Doar-se verdadeiramente sem querer nada em troca, exercitar o amor fraternal, esta sim é a lição mais pura e mais profunda do amor de Jesus.

A parábola do samaritano é um maravilhoso chamamento à prática da caridade, e, depois de entendida passa a nos soar como a voz de Jesus que disse àquele doutor da lei: Vai e faze tu o mesmo.

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sábado, 6 de março de 2010

Os 10 Passos para a Tranquilidade

Os 10 Passos para a Tranquilidade


1 - Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.

2 - Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3 - Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço,
é um cadáver que pensa.

4 - Faça o bem quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.

5 - Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6 - Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7 - Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu os que se avizinham da morte.

8 - Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.

9 - Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da própria casa.
Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.

10 - Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário,
a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores,
mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.

André Luiz / Chico Xavier

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

DA SOMBRA PARA A LUZ

Estranhamos, muitas vezes, na Terra, a multiplicidade dos conflitos emocionais que nos assaltam, de improviso, assinalando deploráveis influências ocultas.
Em muitas circunstâncias, basta leve impulso na direção do bem, para que se manifestem, desesperadas, como a impedir-nos o acesso à Vida Superior.

Na iniciação da mediunidade, surgem, quase sempre, na forma de obsessões marginais, ameaçando-nos as mais belas aspirações, tanto quanto na construção da fé viva, adentro de nosso grupo familiar, aparecem na feição de desentendimento e discórdia, a se expressarem rudes e virulentas naqueles que mais amamos.

Entretanto, no exame do problema, recorramos a quadro simples da natureza.

Toda vez que necessitamos rasgar estradas novas no seio da gleba anônima, duro trabalho de educação do solo se faz imprescindível.

Sobre o chão agressivo e áspero, picareta e trator se mostram necessários, reclamando-se, ainda, o auxilio do pedregulho arestoso na pavimentação do caminho antes que o homem se valha dele na movimentação do progresso.

Utilizamos-nos do símile para considerar que também na abertura de novas rotas do espírito, tarefas sacrificiais se exigem de nós com vistas ao indispensável burilamento e, assim como os engenheiros supervisionam a obra, confiando-a braços rijos, habilitados à remoção do material primitivo e inferior, também os Instrutores Celestes, sem perder-nos, entrega-nos a companheiros mais ou menos semelhantes a nós, que nos desbastam o campo íntimo, através de lutas e sofrimentos até que lhes ofereçamos justo padrão de serviço ao apostolado de luz que se propõem a veicular.
É por isso que, em todos os percalços de nossa edificação para a Vida Eterna, realmente, não podemos dispensar o concurso efetivo da paciência, porque somente por essa virtude singela e renovadora é que poderemos vencer as inibições externas com o necessário triunfo sobre nós mesmos.

(Do livro "Linha Duzentos", EMMANUEL)
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Prece de Cipriana

Prece de Cipriana

Senhor Jesus,
Permanente inspiração de nossos caminhos,
Abre-nos, por misericórdia,
Como sempre,
As portas excelsas
De tua providência incomensurável...

Doador da vida,
Acorda-nos a consciência
Para semearmos ressurreição
Nos vales sombrios da morte;

Distribuidor do Sumo bem,
Ajuda-nos a combater o mal
Com as armas do espírito;

Príncipe da Paz,
Não nos deixes indiferentes
À discórdia
Que vergasta o coração
De nossos companheiros sofredores;

Mestre da Sabedoria,
Afugenta para longe de nós
A sensação de cansaço
À frente dos serviços
Que devemos prestar
Aos nossos irmãos ignorantes;

Emissário do Amor Divino,
Não nos concedas paz
Enquanto não vencermos
Os monstros da guerra e do ódio,
Cooperando contigo,
Em tua augusta obra terrestre;

Pastor da Luz Imortal,
Fortalece-nos,
Para que nunca nos intimidemos
Perante as angústias e desesperos das trevas;

Distribuidor da Riqueza Infinita,
Supre-nos as mãos
Com teus recursos ilimitados,
Para que sejamos úteis
A todos os seres do caminho,
Que ainda se sentem minguados
De teus dons imperecíveis;

Embaixador Angélico,
Não nos abandones ao desejo
De repousar indebitamente,
E converte-nos
Em teus servidores humildes,
Onde estivermos;

Mensageiro da Boa Nova,
Não permitas
Que nossos ouvidos adormeçam
Ao coro dos soluços
Dos que clamam por socorro
Nos círculos do sofrimento;

Companheiro da Eternidade,
Abençoa-nos as responsabilidades e deveres;
Não nos relegues à imperfeição
De que ainda somos portadores!

Dá-nos, amado Jesus, o favor de servir-te
E que o Supremo Senhor do Universo Te glorifique
Para sempre.
Assim Seja!...

Fonte: Informativo Espírita - Agosto de 2000
Autor Espititual: André Luiz
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amigo Ingrato

AMIGO INGRATO

Causa-te surpresa o facto de ser o teu acusador de agora, o amigo aturdido de ontem, que um dia te pediu abrigo ao coração gentil e ora não te concede ensejo, sequer, para esclarecimentos.

Despertas, espantado, ante a relação de impiedosas queixas que guardava de ti, ele que recebeu, dos teus lábios e da tua paciência, as excelentes lições de bondade e de sabedoria, com as quais cresceu emocional e culturalmente.

Percebes, acabrunhado, que as tuas palavras foram, pelo teu amigo, transformadas em relhos com os quais, neste momento, te rasga as carnes da alma, ele, que sempre se refugiou no teu conforto moral.

Reprova-te a conduta, o companheiro que recebeste com carinho, sustentando-lhe a fragilidade e contornando as suas reações de temperamento agressivo.

Tornou-se, de um para outro momento, dono da verdade e chama-te mentiroso.

Ofereceste-lhe licor estimulante e recebes vinagre de volta.

Doaste-lhe coragem para a luta, e retribui-te com o desânimo para que fracasses.

Ele pretende as estrelas e empurra-te para o pântano.

Repleta-se de amor e descarrega bílis na tua memória, ameaçando-te sem palavras.

Não te desalentes! O mundo é impermanente.

O afecto de hoje torna-se o adversário de amanhã.

As mãos que perfumas e beijas, serão, talvez, as que te esbofetearão, carregadas de urze.

Há mais crucificadores do que solidários na via de redenção.

Esquecem-se, os homens, do bem recebido, transformando-se em cobradores cruéis, sem possuírem qualquer crédito.

Talvez o teu amigo te inveje a paz, a irrestrita confiança em Deus, e, por isto, quer perturbar-te.

Persevera, tranquilo! Ele e isto, esta provação, passarão logo, menos o que és, o que faças.

Se erraste, e ele te azorraga, alegra-te, e resgata o teu equívoco.
Se estás inocente, credita-lhe as tuas dores atuais, que te aprimoram e te aproximam de Deus.

Não lhe guardes rancor.

Recorda que foi um amigo, quem traiu e acusou Jesus; outro amigo negou-O, três vezes consecutivas, e os demais amigos fugiram dEle.

Quase todos O abandonaram e O censuraram, tributando-Lhe a responsabilidade pelo medo e pelas dores que passaram a experimentar.

Todavia, Ele não os censurou, não os abandonou e voltou a buscá-los, inspirá-los e conduzi-los de volta ao reino de Deus, por amá-los em demasia.

Assim, não te permitas afligir, nem perturbar pelas acusações do teu amigo, que está enfermo e não sabe, porque a ingratidão, a impiedade e a indiferença são psicopatologias muito graves no organismo social e humano da Terra dos nossos dias.



FONTE: LIVRO: Momentos de Felicidade
Autor Espiritual : Joanna de Ângelis
Psicografada por: Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Humildade de Coração

Humildade de Coração

“Bem-aventurados os pobres de espírito”: - proclamou o Senhor.

Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade de coração.

O mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.

Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas escrituras encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidade do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.

Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda agitamos, perante o Universo.

Jesus induzia-nos a esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.

Esvaziemos o coração de todos os defeitos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.

Cada dia é nova revelação do Senhor para existência.

Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.

Cada dor é uma benção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.

Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.

Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.

Toda riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.

Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou:
-“Aprendei de mim que sou humilde de coração.”


FONTE: Livro "Refúgio"
Autor Espiritual : Emmanuel
Psicografada por: Francisco Cândido Xavier
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SITE : http://sendadeluz.no.sapo.pt


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ANJOS GUARDIÃES

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

* * * * * * *

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo.
Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Divaldo Pereira Franco - Momentos Enriquecedores
ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis - 1994.

domingo, 24 de agosto de 2008

PODER da FÉ

Poder da Fé
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1 – E depois que veio para onde estava a gente, chegou a ele um homem que, posto de joelhos, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. E tenho-o apresentado a teus discípulos, e eles o não puderam curar. E respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco, até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. E Jesus o abençoou, e saiu dele o demônio, e desde àquela hora ficou o moço curado. Então se chegarão os discípulos a Jesus em particular e lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível. (Mateus, XVII: 14-19).

2 – É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos. Mas, então, é somente no seu sentido moral que devemos entender estas palavras. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em uma palavra, que encontramos entre os homens, mesmo quando se trata das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo, as paixões orgulhosas, são outras tantas montanhas que atravancam o caminho dos que trabalham para o progresso da humanidade. A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé vacilante produz a incerteza, a hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela nem sequer procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.

3 – Noutra acepção, considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Nesse caso, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente. Num e outro caso, ela pode fazer que se realizem grandes coisas

A fé e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim. A fé insegura sente a sua própria fraqueza, e quando estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder suprir a força com a violência. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência, pelo contrário, é prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

4 – Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita a sua confiança em Deus, mais do quem em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. E por isso que os Bons Espíritos vêm em seu auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.

5 – O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que entretanto não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Luz Segue Sempre

A LUZ SEGUE SEMPRE

"E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram."
(LUCAS, 24:11.)
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A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesma nos tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens manifesta suas gloriosas mensagens.

As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre, sempre encontraram sucessores.

Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a levantar para a averiguação da verdade.

Em todos os tempos, os transmissores de notícias de além-túmulo peregrinaram na Terra, quanto hoje.

As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o valioso concurso que se lhes oferecia.

Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras exceções, foram categorizados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são tidos por dementes, visionários e feiticeiros.

É que a maioria dos companheiros de jornada humana vivem agarrados aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario.

Entregues ao efêmero, não crêem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos.


Fonte: LIVRO: "Vinha de Luz"
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 5 de julho de 2008

A obrigação de cumprir leis

Não existe lei ou ordenação para mim. ó amigo! Assim sendo, como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam? Eu sou, por natureza, a Liberdade Eterna além de todos os males.
(Avadhut Gita – capítulo 4 – versículo 14).

Paulo nos disse que é a lei que cria o pecado, o "errado", a derrota. Ao falar desse jeito, ele também disse que ela cria o "certo", a forma como as coisas devem ser feitas.

Ainda sobre leis, encontramos agora um mestre do monismo que nos fala que o espírito que se reconhece como ser universal não deve se subordinar às leis sejam elas planetárias, nacionais, locais ou pessoais.

Juntando as duas informações compreendemos o final deste ensinamento: "como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam?" Este ensinamento é Real, pois quem não se subordina a nenhuma lei não ganha nada (nunca está "certo"), mas também não perde (nunca está "errado"). Além disso, não vaga pelo mundo como um ser humano, pois está sempre presente conscientemente nele mesmo como elemento universal e em Deus.

É exatamente por isso que o mestre pode dizer que ele é, por natureza, a Liberdade Eterna, que está além de todos os males. Ele é livre dos códigos que geram o benefício e a derrota, pois já tem tudo o que qualquer ser do Universo pode ter: a consciência sobre o seu "eu" espiritual e a presença de Deus ao seu lado...

As leis universais

Vamos falar primeiro das regras de conduta cósmicas e morais espirituais. Depois falo das leis da matéria...

Qual o objetivo da existência de um espírito? Elevar-se. Para isso precisa "limpar-se" da sua sujeira (desacreditar nas ilusões criadas pelo ego) e retornar à consciência da unidade com Deus.

Realmente, a primeira vista e baseado nos ensinamentos religiosos disponíveis no orbe planetário, poderíamos dizer que buscar a elevação espiritual é uma lei universal, ou seja, todo espírito deve fazê-la. Mas, será que esta lei é universal, ou seja, será que ela existe na Realidade. Vejamos...

Como está ensinado em "O Livro dos Espíritos" buscar a elevação espiritual não pode ser considerada uma lei, pois Deus concede ao espírito o livre arbítrio de realizar ou não a sua reforma íntima. O progresso espiritual é uma conquista realizada por decisão de foro íntimo e não uma obrigação imposta pelo Senhor do Universo.

Se o espírito quiser viver preso à ilusão do maya – não vou falar eternamente, pois nada é para sempre – mas por muito "tempo", Deus não agirá contra. Na verdade Ele não pode interferir na decisão que o espírito toma. O máximo que pode fazer é "organizar a casa" (gerar pela Causa Primária as devidas ações carmáticas) para que o equilíbrio universal não se afete por causa disso.

Portanto, não se pode dizer que a elevação espiritual seja uma lei universal, tendo em vista que qualquer dispositivo legal tem por finalidade precípua gerar a obrigação de que algo seja feito e outras coisas não sejam mais realizadas.

Vamos pensar, então, em outra lei para vermos se somos obrigados a cumpri-la? Para facilitar nosso trabalho, lembremo-nos que Cristo resumiu todas as leis universais em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Por isso, analisemos se a este código devemos subordinação.

Não importa qual seja a lei, a resposta para nossa análise estará sempre no conhecimento do livre arbítrio. O que é o livre arbítrio? Uma livre opção de fazer ou não alguma coisa; o direito de optar pelo que se quer fazer.

Quem nos concede esta livre opção? Deus. Sendo assim, posso dizer que Deus lhe deu o direito de fazer o que quiser, inclusive de não amar...

Sim, Deus lhe deu o direito de não amar. Se você não quiser, não é obrigado a amar o próximo: isso só acontecerá se for fruto de uma livre escolha. Se você não quiser, não é obrigado a amar a Deus sobre todas as coisas. Para colocar em prática este ensinamento terá que fazer uma opção.

Sendo assim, o que Cristo ensinou não pode ser considerado como uma lei à qual o ser humanizado é obrigado a se subordinar. Isso acontece porque toda lei, para poder ser considerada como tal, gera obrigações.

Para que um texto tenha um cunho legal é preciso que ele obrigue a que determinada coisa seja feita. Um código de lei não pode ser escrito da seguinte forma: "se você quiser faça assim..." Ele precisa dizer o que deve e pode ou não deve e não pode ser feito. Ou seja, ele precisa ser taxativo: "faça isso"; "não faça aquilo".

Portanto, se até o ensinamento que resume todas as leis (o de Cristo que manda amar a tudo e a todos) não pode ser interpretado como um código legal, que lei existe no Universo que precisa ser cumprida obrigatoriamente? Nenhuma...

Saiba: no Universo não existem leis às quais você precise se subordinar. O que existe são apenas caminhos sugeridos por Deus através de mestres para aqueles que, de posse do seu livre arbítrio, optarem por seguí-los. Os ensinamentos dos mestres não geram leis que precisem ser seguidas obrigatoriamente, mas expõe caminhos para que o ser universal opte por um por outro.

Opa... Ia me esquecendo... Existe uma lei universal sim: a lei do carma ou o código normativo que diz que cada um recebe de acordo com as suas obras, de acordo com a ação do seu livre arbítrio... Mas, nem mesmo este, não podemos chamar de lei.

O que é conhecido no planeta Terra como "lei do carma", na verdade não pode ser considerado gerador de uma obrigação – a obrigação de dar a quem fez o resultado do que ele fez. Isso porque o efeito gerado por uma causa não surge de uma obrigação, mas trata-se de uma conseqüência natural da Justiça Suprema e do Amor Sublime de Deus.

O Pai não aplica a conseqüência a uma causa porque é obrigado a isso, mas sim porque tem a consciência Justa. Além do mais, Ele não faz para penalizar a quem quer que seja, mas sim para proporcionar uma nova oportunidade para o espírito, utilizando-se do seu livre arbítrio, realizar a reforma íntima e assim alcançar a elevação espiritual.

Sendo assim, a famosa "lei do carma" não é uma lei, pois não gera obrigações a Deus. O Pai não gera a ação carmática por obrigação, mas sim por conta de sua Justiça e Amor. Aliás, seria muito engraçado pensarmos que Deus, que tem todas as suas propriedades elevadas ao expoente máximo e portanto, é a própria Lei, se subordinasse a alguma coisa...

Portanto, nem aquilo que é conhecido pelos terrestres como lei suprema o é, pois se trata de uma ação que surge espontaneamente da consciência de Deus e não gerada por subordinação a obrigações legais..

Não me lembro de nenhuma outra lei no Universo. Nos exemplos que usamos acima contemplamos aquilo que é chamado de lei do amor, de lei do trabalho, de lei da adoração, do carma... Que mais existe que pode ser reconhecido como um código impositivo? Se lembrar me diga, pois não lembro...

Resumindo então, digo que não há leis no Universo às quais obrigatoriamente você deve se subordinar. Não existem imposições.

Eu sou a Liberdade Total: o espírito é completamente livre de todas as amarras, de todas as leis.

A liberdade do ser universal é tamanha que, mesmo que temporariamente iludido pelo ego, ele ainda é livre para se aprisionar ou não ao criador de ilusões. Repare bem o que eu disse: a liberdade do espírito é tão grande que ele é livre para se aprisionar às ilusões ou não. Deus deixa isso para a decisão do livre arbítrio de cada um.

Todo ser universal possui caminhos que podem ser seguidos ou não. O que quero deixar bem claro é que estes caminhos não precisam ser obrigatoriamente seguidos.

Há muitas moradas na casa do meu Pai: já disse Cristo. Portanto veja: você não é obrigado a seguir nenhum determinado caminho, uma lei. Se seguí-lo será por opção e não por obrigação.

Vimos, então, a subordinação no tocante às leis morais e de comportamento. Ampliando à resposta, falo agora na lei das coisas materiais.

Para a humanidade, o que regula o funcionamento das coisas materiais são as leis científicas. Para isso existem as leis da física, que determinam algumas coisas, as da biologia, que determinam outras e as da química, que determinam coisas diferentes. Mas, o que são os elementos físicos, químicos ou biológicos senão composições de fluído cósmico universal?

Se pensarmos dessa forma – que todos os elementos conhecidos são derivações de combinações do fluído primário, como diz "O Livro dos Espíritos" – podemos dizer que existe apenas uma lei universal para reger os elementos materiais: a que rege o fluído cósmico universal. Esta lei rege o funcionamento da única coisa que é Real e, portanto, não precisa haver diversas leis que criam obrigações para os elementos materiais.

Se isso é verdade, temos, por fim, uma lei universal: a que rege a atividade dos princípios universais. Mas, que lei é essa? A que Deus criar. Como ensinado na pergunta sete de O Livro dos Espíritos, a propriedade íntima de cada coisa é determinada pelo "faça-se" de Deus. É deste "faça-se" que exprime a vontade do Senhor que surgem as diferentes propriedades que o fluído cósmico universal possui ao constituir essa ou aquela matéria.

O fluído cósmico universal é de uma amplitude tão grande, tão gigante, ao combinar-se para formar todas as coisas conhecidas pela humanidade, que se nós nos apegarmos a qualquer lei estaremos abandonando uma parte da realidade. Sendo assim, pergunto: quem se atreve a dizer que tal ou tal propriedade é eterna, sempre estará presente?

É não existe lei alguma... Nem a lei que vocês chamam de científica da matéria existe. Elas na verdade são apenas pequenos pedaços das propriedades – não leis – do elemento primário universal que são conhecidos pela humanidade.

Compreendeu a questão da lei? Mas, eu poderia ter lhe respondido de uma forma mais simples...

Poderia ter lhe dito que toda lei conhecida por vocês é fruto de uma ação racional, portanto gerada pelo ego. Sendo assim, se tratam de ilusões que precisam passar pelo processo de reforma para se alcançar a elevação espiritual...

As leis humanas são instrumentos para que o ser humano crie para o espírito a ilusão que servirá de carma a este. Concordo que as leis humanas, inclusive as religiosas são instrumentos carmáticos, mas pergunto: o que, para você é essa ação carmática? O que está sendo vivenciado em realidade naquele momento em que o ser humano se defronta com uma lei?

O que está acontecendo em um determinado momento? A formação mental (pensamento) que gera a obrigação de se cumprir à lei. Isso é o que você está vivenciando quando o ego cria formações mentais que contenham códigos normativos.

Portanto, as leis são instrumentos carmáticos que Deus coloca nesse sentido: para ver se o espírito vai amar mais a Deus, ou seja, vai vivenciar a formação mental de uma forma amorosa (sem obrigações) ou apegar-se-á ao ter que cumprir ou não a lei.

Essa é a ação carmática. Para que ela aconteça é necessário que haja a lei, que é um instrumento carmático para esta ação.

Como Deus é o Senhor dos carmas, posso dizer, então, que as leis são emanações Dele. Mas, não com a intenção de criar uma obrigação a qualquer um, mas como instrumento para uma ação carmática que cria uma oportunidade de elevação espiritual.

A partir daí o espírito tem, então, a oportunidade de exercer o livre arbítrio: se prender a uma obrigação – com isso vivenciará o acontecimento com a consciência de que lei é para ser cumprida – ou se recolher à sua espiritualidade e assistir ao seu personagem cumprir ou não a lei.

É nesse sentido que os códigos de norma funcionam como instrumentos das acções carmáticas.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.
Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?
Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.
Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.
Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.
Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?
É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.
Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.
Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.
Não há colheita sem plantação.
Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar alguma coisa do nosso esforço.

Livro: Pai Nosso
Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier

IN: http://www.luzdafraternidade.blogspot.com/

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domingo, 30 de março de 2008

Casas Mortas, Casas Vivas

Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza.
E você logo responderá que casa é algo inanimado.

A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.

Entretanto, casas existem que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.

Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.

Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.

Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.

Por isso mesmo parecem mortas.

As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.

No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.

Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.

Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.

A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.

Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.

Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.

Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.

As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.

* * * * * *

O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas. Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.

Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.

Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.

Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.

sábado, 8 de março de 2008

O ANJO de KAREN


A adolescente aguardou o final da aula e se dirigiu ao professor. Confiava nele e, por isso, desejava lhe contar a tormenta que estava vivenciando.
Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.
Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.
Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.
O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.
Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?

Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto.
Quando uma entrava, a outra saía.
O tempo passou.

Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.

Estava diferente. O rosto irradiava felicidade.
Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.
Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.
A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen,
a soma das dificuldades.
E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.
Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.
Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas.
Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.
Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias.
Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.
Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse
com sua mãe, que se aproximasse dela.
Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.
O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.
Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas
a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.
Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.
Em verdade, o anjo de Karen.
O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu
como filho e ao netinho.

* * *

O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas
umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.
Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar
porquês, a indagar de razões.
Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil
de ser vivida.
Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado,
querido, desejado.
Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?
Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?
Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.
Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.
Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando
a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.

Experimente!

Redação do Momento Espírita com base em fato real

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

DECLARAR AMOR

"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."

Mahatma Gandhi

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Declarar Amor

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O R A Ç Ã O

Quando ora, a alma, à semelhança de um botão fechado que sob o cálido auxílio do Sol se abre para a vida, também se descerra, desdobrando os valiosos recursos latentes, numa explosão de beleza e de realização.

A oração é luz que estabelece um hífen de poderosa união entre a alma que se abebera e a Fonte Inexaurível que a dessedenta.

Orando, a criatura ascende a Deus. Banha-se de paz, impregna-se de confiança, renova-se sob as blandícias das vibrações superiores, ala-se, fugindo às algemas em que jaz prisioneira, no vale escuro das torpes limitações.

Murmurando a sonata oracional, a alma se converte num receptáculo precioso que os sublimes ouvidos registram e as santas possibilidades repletam.

Respondendo à oração o Onipotente inspira, beneficiando o suplicante e o acalmando com a antevisão do porvir radioso.

Principia-se a oração num solilóquio da alma em dor, em gratidão, em amor, pedindo, louvando ou agradecendo.

Prossegue-se a oração num diálogo, em que as emoções espocam em ansiedades, em festas ou êxtase, e as forças cósmicas respondem em forma de reconforto, esperança ou felicidade feitos de interlúdios de inefável bem-estar. Ora e abre a boca da alma, esvaziando-te o eu, a fim de que o Senhor da vida te preencha de plenitude.

Oração é vida. Frui-a.

Fonte: LIVRO: Heranças de Amor- De "A prece segundo os Espíritos" (Diversos Espíritos)
Autor Espititual: EROS
Psicografada por: Médium: Divaldo P.Franco

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Oração Diante do Tempo



Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos
para implorar-te compaixão.
Tu que eras antes que fôssemos, que nos tutelastes, em nome do
Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós Teu
olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das
lágrimas, oriundos das civilizações que morreram sob o guante
da violência!...

Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua
justiça, nos seguisse todos os passos...
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele
extraindo o ouro da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido
senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.

Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante
da verdade, à caça de triunfo e dominação para o nosso velho
egoísmo.

Na governança, nutríamos a vaidade e a miséria.
Na subalternidade, alentávamos o desespero e a insubmissão.
Na fortuna, éramos orgulhosos e inúteis.
Na carência, vivíamos intemperantes e despeitados.
Administrando, alongávamos o crime.
Obedecendo, atendíamos à vingança.
Resistíamos a todos os teus apelos, em tenebrosos labirintos de
opressão e delinquência, quando vieste ensinar-nos o caminho
libertador.

Não Te limitaste a crer na glória do Pai Celeste.
Estendeste-Lhe a incomparável bondade.

Não te circunscreveste à fé que renova.
Abraçaste o amor que redime.

Não te detiveste entre os eleitos da virtude.
Comungaste o ambiente das vítimas do mal, para reconduzi-las
ao bem.

Não te ilhaste na oração pura e simples.
Ofertaste mãos amigas às necessidades alheias.

Não te isolaste, junto à dignidade venerável de Salomé,
a venturosa mãe dos filhos de Zebedeu.
Acolheste a Madalena, possuída de sete génios sombrios.

Não consideraste tão-somente a Bartimeu, o mendigo cego.
Consagraste generosa atenção a Zaqueu, o rico necessitado.

Não apenas aconselhaste a fraternidade aos semelhantes.
Praticaste-a com devotamento e carinho, da intimidade do lar
ao sol meridiano da praça pública.
Não pregaste a doutrina do perdão e da renúncia exclusivamente
para os outros.
Aceitaste a cruz do escárnio e da morte, com abnegação e
humildade, a fim de que aprendessemos a procurar contigo
a divina ressurreição...

Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o Teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Seara de nossos corações...

Em Teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos
nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra!
É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e
desventurados como ontem, por desleais ao Teu Evangelho de
Redenção.
Não nos deixeis, contudo, órfãos de tua bênção...
No oceano encapelado das provações que merecemos,
a tempestade ruge em pavorosos açoites...
Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes
rijos do vento.
Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que
nos espreita, clamamos por Teu socorro!
E confiamos em que Te levantarás luminoso e imaculado sobre a
onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e
exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos
aterrados:
– “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”.


Fonte: LIVRO: Cartas e Crónicas
Autor Espititual: Irmão X
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Diante da Manjedoura - PRECE




"Diante da Manjedoura"
P R E C E
Senhor:
Diante da Manjedoura em que nos descerras o coração,
ensina-nos a abrir os braços para receber-Te.

Não nos relegues ao labirinto de nossas ilusões, nem nos abandones
ao luxo de nossos problemas.

Vimos ao Teu encontro, cansados de nossa própria fatuidade.

Sol da Vida, não nos confies às trevas da morte.

Fortalece-nos o bom ânimo.

Reaviva-nos a fé.

Induze-nos à confiança e à boa vontade.

Tu que renunciaste ao Céu em favor da Terra, ajuda-nos a descer,
com o Supremo Bem, para sermos mais úteis!...

Tu que deixaste a companhia dos anjos sábios e generosos,
por amor aos homens ignorantes e infelizes,
auxilia-nos a estender com os irmãos mais necessitados que nós mesmos
o tesouro de luz que nos trazes!...

Defende-nos contra os vermes da vaidade.

Ampara-nos contra as serpes do orgulho.

Conduze-nos ao caminho do trabalho e da humildade.

E, reconhecidos à frente do Teu Berço de Luminosa Esperança,
nós te rogamos, sobretudo, os dons da simplicidade e da Paz,
para que sejamos contigo fiéis a Deus, hoje e sempre.

Assim seja.

Fonte: LIVRO: "Antologia Mediúnica do Natal" (Autores diversos)
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier