domingo, 7 de março de 2010

Lei do Amor

Você sabe definir com exatidão o que é a palavra caridade?

Para muitos, ela significa a ajuda material a quem necessita. Sem dúvida este é o modo de aliviar, mesmo que temporariamente, a fome, a sede, as necessidades básicas de inúmeras criaturas.

Muitos de nós talvez tenhamos despertado para a caridade através da ajuda material, frequentemente doando o que nos é supérfluo. Mas ela não se restringe a isto.

Um dos mais conhecidos dicionários da língua portuguesa define caridade como o amor que move nossa vontade na busca do bem do outro.

Inúmeras obras da Doutrina Espírita nos falam da necessidade de se doar, de coração, a outras pessoas. E essa doação se faz em vários níveis. Há, inclusive uma frase que nos diz: Fora da caridade não há salvação.

Lembremos da parábola do samaritano, que Jesus contou em resposta ao doutor da lei que lhe perguntou quem era o seu próximo.

Um homem fora vítima de assaltantes em uma estrada, e ficara muito ferido, sem sentidos e abandonado. Dois viajantes o viram, mas nada fizeram.

Passava, então, pela estrada, um habitante da região da Samaria, que, por tal razão, era desprezado pelo povo judeu, do qual o homem ferido fazia parte.

O samaritano, ao se deparar com o ferido, interrompeu sua viagem e o atendeu, movido por profunda compaixão. Limpou suas feridas, lhe fez curativos e, colocando-o no lombo de seu animal, o levou a uma hospedaria.

Ali, tratou de cuidar do desconhecido por uma noite. Na manhã seguinte, tendo de seguir viagem, pagou adiantado ao dono da hospedaria para que esse mantivesse o ferido até que se recuperasse.

Fez ainda mais: prometeu que, se houvessem gastos além do que adiantara, ele pagaria quando retornasse ao local. E seguiu viagem.

Ora, esse homem não doou apenas seu dinheiro. Doou seu tempo, atenção, amor. Sabia que não poderia deixar a ajuda para a volta da viagem, ou seria tarde. Não sabia sequer o nome do homem a quem ajudara. Apenas sabia ser seu irmão.

É esta a verdadeira caridade da qual nos fala Jesus. É a forma de autodoação, de anulação do egoísmo, de libertação do próprio ego.

A parábola nos fala da ajuda a um desconhecido, em uma situação extrema. Mas, a mensagem que ela nos traz é muito ampla.

Muitas vezes as pessoas que precisam de nossa caridade estão muito próximas de nós, por vezes em nosso próprio convívio familiar.

O filho com problemas de aprendizado e que precisa tanto de toda a nossa atenção; o irmão que não segue o caminho do bem e que anseia por nosso amparo e perdão para retornar ao seio da família.

O pai com dificuldades materiais que necessita de nosso auxílio neste momento difícil, a mãe adoentada que espera por nossos cuidados, e tantos outros que aguardam por um carinho, por uma palavra de compreensão.

* * *

Doar-se verdadeiramente sem querer nada em troca, exercitar o amor fraternal, esta sim é a lição mais pura e mais profunda do amor de Jesus.

A parábola do samaritano é um maravilhoso chamamento à prática da caridade, e, depois de entendida passa a nos soar como a voz de Jesus que disse àquele doutor da lei: Vai e faze tu o mesmo.

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sábado, 6 de março de 2010

Os 10 Passos para a Tranquilidade

Os 10 Passos para a Tranquilidade


1 - Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.

2 - Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3 - Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço,
é um cadáver que pensa.

4 - Faça o bem quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.

5 - Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6 - Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7 - Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu os que se avizinham da morte.

8 - Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.

9 - Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da própria casa.
Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.

10 - Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário,
a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores,
mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.

André Luiz / Chico Xavier

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

DA SOMBRA PARA A LUZ

Estranhamos, muitas vezes, na Terra, a multiplicidade dos conflitos emocionais que nos assaltam, de improviso, assinalando deploráveis influências ocultas.
Em muitas circunstâncias, basta leve impulso na direção do bem, para que se manifestem, desesperadas, como a impedir-nos o acesso à Vida Superior.

Na iniciação da mediunidade, surgem, quase sempre, na forma de obsessões marginais, ameaçando-nos as mais belas aspirações, tanto quanto na construção da fé viva, adentro de nosso grupo familiar, aparecem na feição de desentendimento e discórdia, a se expressarem rudes e virulentas naqueles que mais amamos.

Entretanto, no exame do problema, recorramos a quadro simples da natureza.

Toda vez que necessitamos rasgar estradas novas no seio da gleba anônima, duro trabalho de educação do solo se faz imprescindível.

Sobre o chão agressivo e áspero, picareta e trator se mostram necessários, reclamando-se, ainda, o auxilio do pedregulho arestoso na pavimentação do caminho antes que o homem se valha dele na movimentação do progresso.

Utilizamos-nos do símile para considerar que também na abertura de novas rotas do espírito, tarefas sacrificiais se exigem de nós com vistas ao indispensável burilamento e, assim como os engenheiros supervisionam a obra, confiando-a braços rijos, habilitados à remoção do material primitivo e inferior, também os Instrutores Celestes, sem perder-nos, entrega-nos a companheiros mais ou menos semelhantes a nós, que nos desbastam o campo íntimo, através de lutas e sofrimentos até que lhes ofereçamos justo padrão de serviço ao apostolado de luz que se propõem a veicular.
É por isso que, em todos os percalços de nossa edificação para a Vida Eterna, realmente, não podemos dispensar o concurso efetivo da paciência, porque somente por essa virtude singela e renovadora é que poderemos vencer as inibições externas com o necessário triunfo sobre nós mesmos.

(Do livro "Linha Duzentos", EMMANUEL)
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

P A I N O S S O



"Pai Nosso, que estais no Infinito das alturas,
dos mundos, dos sóis e dos céus.
Santificado seja vosso nome,
aqui na Terra e em todo Universo.
Venha a nós o vosso Reino de Amor
poder e Sabedoria.


Seja feita a vossa vontade,
assim na Terra como no Absoluto do Eterno
e do Imutável.

O pão nosso de cada dia,
dai-nos hoje e sempre, tanto para o
Espírito, como para o sustento do corpo.

Perdoai as nossas culpas, paixões e
maldades, assim como devemos
perdoar e amar a todos os nossos
devedores em ofensas e crimes,
segundo vossas Leis de Amor Universal.

E não nos deixeis cair em tentação do erro
e do pecado, tanto da mente como do corpo;
quer exterior quer interior.

E, livrai-nos de todo mal, tanto tangível
como intangível.
Livrai-nos Senhor, nós vo-lo pedimos na
mais profunda e secreta súplica, a nós,
que somos vossos servos humildes, de todos
os males e assaltos negativos, passados,
presentes e futuros, tanto da alma como do corpo.

Dai-nos pela vossa Suprema Bondade,
a paz e a saúde e sede-nos propício,
a fim de que possamos elevar-nos até à vossa presença.

Iluminados e redimidos, pelo nosso passado e pelo nosso presente,
pela intercessão da Bem Aventurada
e piedosa Mãe Maria Santíssima,
de Jesus Vosso Filho e nosso Senhor.

Mártire, imolado em todos os tempos
pela glória de vossa causa divina e eterna.

Assim seja."
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Prece de Cipriana

Prece de Cipriana

Senhor Jesus,
Permanente inspiração de nossos caminhos,
Abre-nos, por misericórdia,
Como sempre,
As portas excelsas
De tua providência incomensurável...

Doador da vida,
Acorda-nos a consciência
Para semearmos ressurreição
Nos vales sombrios da morte;

Distribuidor do Sumo bem,
Ajuda-nos a combater o mal
Com as armas do espírito;

Príncipe da Paz,
Não nos deixes indiferentes
À discórdia
Que vergasta o coração
De nossos companheiros sofredores;

Mestre da Sabedoria,
Afugenta para longe de nós
A sensação de cansaço
À frente dos serviços
Que devemos prestar
Aos nossos irmãos ignorantes;

Emissário do Amor Divino,
Não nos concedas paz
Enquanto não vencermos
Os monstros da guerra e do ódio,
Cooperando contigo,
Em tua augusta obra terrestre;

Pastor da Luz Imortal,
Fortalece-nos,
Para que nunca nos intimidemos
Perante as angústias e desesperos das trevas;

Distribuidor da Riqueza Infinita,
Supre-nos as mãos
Com teus recursos ilimitados,
Para que sejamos úteis
A todos os seres do caminho,
Que ainda se sentem minguados
De teus dons imperecíveis;

Embaixador Angélico,
Não nos abandones ao desejo
De repousar indebitamente,
E converte-nos
Em teus servidores humildes,
Onde estivermos;

Mensageiro da Boa Nova,
Não permitas
Que nossos ouvidos adormeçam
Ao coro dos soluços
Dos que clamam por socorro
Nos círculos do sofrimento;

Companheiro da Eternidade,
Abençoa-nos as responsabilidades e deveres;
Não nos relegues à imperfeição
De que ainda somos portadores!

Dá-nos, amado Jesus, o favor de servir-te
E que o Supremo Senhor do Universo Te glorifique
Para sempre.
Assim Seja!...

Fonte: Informativo Espírita - Agosto de 2000
Autor Espititual: André Luiz
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amigo Ingrato

AMIGO INGRATO

Causa-te surpresa o facto de ser o teu acusador de agora, o amigo aturdido de ontem, que um dia te pediu abrigo ao coração gentil e ora não te concede ensejo, sequer, para esclarecimentos.

Despertas, espantado, ante a relação de impiedosas queixas que guardava de ti, ele que recebeu, dos teus lábios e da tua paciência, as excelentes lições de bondade e de sabedoria, com as quais cresceu emocional e culturalmente.

Percebes, acabrunhado, que as tuas palavras foram, pelo teu amigo, transformadas em relhos com os quais, neste momento, te rasga as carnes da alma, ele, que sempre se refugiou no teu conforto moral.

Reprova-te a conduta, o companheiro que recebeste com carinho, sustentando-lhe a fragilidade e contornando as suas reações de temperamento agressivo.

Tornou-se, de um para outro momento, dono da verdade e chama-te mentiroso.

Ofereceste-lhe licor estimulante e recebes vinagre de volta.

Doaste-lhe coragem para a luta, e retribui-te com o desânimo para que fracasses.

Ele pretende as estrelas e empurra-te para o pântano.

Repleta-se de amor e descarrega bílis na tua memória, ameaçando-te sem palavras.

Não te desalentes! O mundo é impermanente.

O afecto de hoje torna-se o adversário de amanhã.

As mãos que perfumas e beijas, serão, talvez, as que te esbofetearão, carregadas de urze.

Há mais crucificadores do que solidários na via de redenção.

Esquecem-se, os homens, do bem recebido, transformando-se em cobradores cruéis, sem possuírem qualquer crédito.

Talvez o teu amigo te inveje a paz, a irrestrita confiança em Deus, e, por isto, quer perturbar-te.

Persevera, tranquilo! Ele e isto, esta provação, passarão logo, menos o que és, o que faças.

Se erraste, e ele te azorraga, alegra-te, e resgata o teu equívoco.
Se estás inocente, credita-lhe as tuas dores atuais, que te aprimoram e te aproximam de Deus.

Não lhe guardes rancor.

Recorda que foi um amigo, quem traiu e acusou Jesus; outro amigo negou-O, três vezes consecutivas, e os demais amigos fugiram dEle.

Quase todos O abandonaram e O censuraram, tributando-Lhe a responsabilidade pelo medo e pelas dores que passaram a experimentar.

Todavia, Ele não os censurou, não os abandonou e voltou a buscá-los, inspirá-los e conduzi-los de volta ao reino de Deus, por amá-los em demasia.

Assim, não te permitas afligir, nem perturbar pelas acusações do teu amigo, que está enfermo e não sabe, porque a ingratidão, a impiedade e a indiferença são psicopatologias muito graves no organismo social e humano da Terra dos nossos dias.



FONTE: LIVRO: Momentos de Felicidade
Autor Espiritual : Joanna de Ângelis
Psicografada por: Divaldo Pereira Franco

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Humildade de Coração

Humildade de Coração

“Bem-aventurados os pobres de espírito”: - proclamou o Senhor.

Nesse passo, porém, não vemos Jesus contra os tesouros culturais da Humanidade, mas, sim, exaltando a humildade de coração.

O mestre recordava-nos, no capítulo das bem-aventuranças, que é preciso trazer a mente descerrada à luz da vida para que a sabedoria e o amor encontrem seguro aconchego em nossa alma.

Hoje, como antigamente, somos defrontados, em toda parte, pelas escrituras encarceradas nos museus acadêmicos, cristalizadas nos preconceitos ruinosos, mumificadas em pontos de vista que lhes sombreiam a visão e algemadas a inutilidade do raciocínio ou do sentimento, engrossando as extensas fileiras da opressão.

Imprescindível clarear o pensamento, diante da natureza, e aceitar a extrema insignificância em que ainda agitamos, perante o Universo.

Jesus induzia-nos a esquecer a paralisia mental, em que, muitas vezes, nos comprazemos, inclinando-nos à adoção da simplicidade por norma de ascensão espiritual.

Esvaziemos o coração de todos os defeitos e de todos os fantasmas que experiências inferiores nos impuseram na peregrinação que nos trouxe ao presente.

Cada dia é nova revelação do Senhor para existência.

Cada companheiro da estrada é campo vivo a que podemos arrojar as sementes abençoadas da renovação.

Cada dor é uma benção para os que prosseguem acordados no conhecimento edificante.

Cada hora na marcha pode converter-se em plantação de beleza e alegria, se caminhamos obedecendo aos imperativos do trabalho constante no Infinito Bem.

Toda ciência do mundo, confrontada à sabedoria que nos espera, é menos que o ribeiro singelo ante o corpo ciclópico do oceano.

Toda riqueza dos homens perante a herança de luz que o Pai Celestial nos reserva, é minúsculo grão de pó na química planetária.

Sejamos simples e espontâneos, na senda em que a atualidade nos situa, aprendendo com a vida e doando à vida o melhor que pudermos, para que, em nos candidatando à láurea dos bem-aventurados, possamos ser realmente discípulos felizes daquele Amigo Eterno que nos recomendou:
-“Aprendei de mim que sou humilde de coração.”


FONTE: Livro "Refúgio"
Autor Espiritual : Emmanuel
Psicografada por: Francisco Cândido Xavier
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SITE : http://sendadeluz.no.sapo.pt


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